Tá passando

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Leandro Kdeira faz um balanço de 2016 e do seu primeiro ano como colunista do Barueri na Rede

Leandro Kdeira é morador de Barueri há 17 anos. Formado em Gestão Pública, coordena um projeto social de esporte para Pessoas com Deficiência em Barueri e também é atleta da bocha paralímpica
Leandro Kdeira é morador de Barueri há 17 anos. Formado em Gestão Pública, coordena um projeto social de esporte para Pessoas com Deficiência em Barueri e também é atleta da bocha paralímpica

Já que esse ano não acaba nunca, ainda há tempo de escrever algumas palavras tortas assim como eu aqui na coluna do BnR que completa seu primeiro aniversário. E olha, eu quase não sobrevivo para participar desse momento.

Foram tantos os lamentos a respeito desse ano, que 2016 se tornou até adjetivo para coisa ruim. Mas foi tão intragável assim esse ano?

Tentei recapitular para detectar onde foi que deu merda na minha vida nesse período e posso afirmar que esse ano não foi punk assim, apesar das catástrofes que chegaram a nós de forma parcelada quase que diariamente. Tá certo que não consegui fazer com que minha conta bancária tivesse muitos zeros a sua direita, apesar de ter trabalhado muito. Mas muita coisa foi realizada.

O que não rolou nesse um ano aqui escrevendo foi esculacho de leitor aos meus textos. Nenhum comentário com alto teor de indignação de algum fanático and revolucionário de internet. Cês tem medo de me criticar e não ir para o céu é?

Pensando em todas aquelas propostas iniciais no meu texto de estreia por aqui sobre alguns assuntos relacionados à Pessoa com Deficiência, estou na dúvida se realmente consegui atingir o objetivo. Será que não passaram de meras promessas?

Por falar em promessas, tivemos eleição municipal. Nenhum candidato sério da causa da PcD foi eleito em Barueri. Quando não há representatividade fica difícil.

Quando penso em 2016, certamente a saudade já é inevitável. Foi um ano repleto de surpresas, risadas, aprendizados doloridos, decepções com uma dose de resiliência.

2016 foi como a vida é.

E já que é assim, vamos saltar de cabeça nesse novo ano. Mesmo que isso resulte em alguns arranhões e fraturas.

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