Sem Furlan, Barueri se vê diante de vazio eleitoral

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Decisão que afastou prefeito da disputa abre possibilidades para candidatos, mas cenário está indefinido

A decisão judicial que momentaneamente tira o prefeito Rubens Furlan da disputa pela prefeitura em outubro criou um inédito vazio no cenário político da cidade, depois de mais de 40 anos. Furlan diz que ainda vai lutar para reverter a decisão que o colocou na lista da ficha suja, mas como uma alteração é muito difícil, já se cogita quem seria o candidato apoiado por ele.

Rubinho: eventos e reuinões

A disputa para ser o nome do escolhido pelo prefeito para concorrer é grande e nos bastidores de seu grupo político movimentam-se vereadores e secretários, mas ninguém ainda saiu na frente. Outra opção seria Furlan indicar um parente, como o filho Rubinho, que já está praticamente em campanha, participando de eventos públicos e articulando reuniões, ou o irmão Toninho, vereador. Toninho não se negaria a essa missão, pelo contrário, nutre a expectativa de concorrer.

Mas a legislação sobre a participação de parentes tem lacunas e há decisões judiciais contraditórias, a favor e contrárias. Assim, esse caminho poderia resultar numa longa novela com desfecho inesperado, agravado pelo fato de o prazo ser de apenas oito meses até a eleição. De qualquer forma, os pretensos candidatos ligados ao prefeito são cautelosos e evitam se expor publicamente, com medo de se queimar.

Leia sobre o caso que tirou Furlan da eleição:

Decisão da Justiça impede Furlan de se candidatar em 2020

Furlan diz que não desistiu de disputar no ano que vem

Dos nomes já conhecidos, que ocuparam cargos ou disputaram eleições, em geral predomina o silêncio. De concreto, sabe-se apenas que um dos mais entusiasmados pré-candidatos, Carlos Zicardi, ex-vereador e ex-vice-prefeito, candidato a prefeito em 2012, também está fora da disputa, já que foi réu e condenado no mesmo processo que excluiu Furlan da eleição.

Gil diz que apoia Furlan

Outro nome que sempre aparece nas especulações é o de Gil Arantes. Ao Barueri na Rede, o ex-prefeito afirmou que não pretende ser candidato nesta e nem em futuras eleições. Ele diz que acredita que Furlan vá reverter a decisão judicial e, se isso ocorrer, terá o seu apoio incondicional. Gil garante que seu partido, o DEM, também estará com o prefeito. Caso Furlan não dispute, Arantes afirma que o DEM aguardará o nome do indicado pelo prefeito para tomar uma decisão.

Teruel formou grupo em Barueri

Entre os personagens comentados na cidade, o que mais desponta é o do radialista Fábio Teruel. Desde o ano passado, Teruel tem postado em suas redes sociais vídeos políticos voltados a Barueri e mais especificamente criticando a gestão de Furlan. Em dezembro, os dois chegaram a trocar provocações depois que o Barueri na Rede divulgou a decisão judicial que tirou o prefeito da disputa deste ano.

O radialista integra o partido Podemos e foi fundamental para eleger seu pai, Ataíde Teruel, deputado estadual em 2018. Apesar de aparecer regularmente em segundo lugar nas pesquisas que incluem a presença de Rubens Furlan no páreo, ele nega a intenção de concorrer, mas já formou um grupo de lideranças e jovens pré-candidatos a vereador em Barueri para a disputa eleitoral. 

Reinaldo no Supremo

Uma possível pré-candidatura que já está nas ruas é a de Reinaldo Monteiro. Integrante da Guarda Municipal há muitos anos, Monteiro também participa de entidades que congregam agentes de segurança em Barueri e fora daqui. Em 2019, teve intensa participação em discussões no Congresso Nacional, em Brasília, em torno da luta pelas garantias de direitos dos GCMs na reforma da previdência. Neste momento, ele e seu grupo estudam a melhor opção partidária para disputar.

Julio lidera grupo bolsonarista

Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em Barueri também pretendem competir. O pré-candidato natural do grupo é Julio Leal, que em 2018 disputou a eleição para deputado estadual. Os bolsonaristas se reuniam no PSL e agora estão empenhados no esforço do presidente de viabilizar sua nova legenda, o Aliança. Como o tempo é curto e o partido pode não se registrar a tempo, o grupo de Julio Leal já assegurou a candidatura por outra sigla, mantida em sigilo por enquanto.

Do PT também pode um candidato. A tradição da legenda é disputar em todas as cidades onde estiver presente, mas isso não aconteceu em Barueri em 2016, quando os petistas se coligaram com o Psol e apoiaram Saulo Goes, que foi o segundo colocado na disputa com 19 mil votos. Desta vez, o partido pretende lançar candidatura própria.

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