Sábado é dia de Caminhada Inclusiva

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Será a 2ª edição do evento que procura reforçar a importância da inclusão social das pessoas com deficiência

caminhada

O Parque Municipal será o ponto de encontro para a 2ª Caminhada Inclusiva, que será no sábado, 20/5, e pretende reunir pessoas em prol da conscientização sobre o papel da Pessoa Com Deficiência (PCD) na sociedade.

A iniciativa para a Caminhada Inclusiva veio de um grupo de mães e familiares de pessoas com deficiência que participam ativamente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Barueri, e conta com o apoio da APAE e da Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Os participantes vão se encontrar às 8h30 na Arena de Eventos do Parque Municipal, onde haverá a entrega de kits de lanches e camisetas antes da caminhada. No roteiro, que começa com uma volta ao redor do lago, terão atividades recreativas e culturais durante todo trajeto.

A partir das 9h20, no palco da arena, haverá uma atração surpresa que promete animar ainda mais a programação. No final, às 10h30, os participantes ganharão medalhas, em honraria pela adesão ao evento.

Uma oportunidade para aprender

Leandro Kdeira acredita que a ação contribui para sensibilizar a população sobre a necessidade de todos no processo de inclusão
Leandro Kdeira acredita que a ação contribui para sensibilizar a população sobre a necessidade de todos no processo de inclusão

O coordenador do Instituto Barueri Paraolímpico, Leandro Kdeira, que é cadeirante e militante com forte atuação na conscientização sobre os direitos das PCDs, acredita que esse tipo de ação contribui para sensibilizar a população acerca da necessidade de todos no processo de inclusão da pessoa com deficiência.

Kdeira ressalta que ainda é muito tímida a participação de quem não tem ligação direta com o tema, que são pequenos polos de pessoas que ainda participam e tem essa consciência de que a PCD é um sujeito de direito como outro qualquer. “É aquela coisa: a pessoa se revolta muitas vezes em ver uma situação de descaso com alguém desse público, mas logo em seguida essa pessoa que se revoltou, tá lá parando o carro numa vaga reservada”, lembra.

Kalinka participa e leva a filha com ela para " aprender a conviver tranquilamente com as deficiências"
Kalinka participa e leva a filha com ela para aprender a conviver tranquilamente com as deficiências

Kalinka Lopes, moradora da Vila Boa Vista, conta o porquê faz parte do evento desde a primeira edição. “Participar da caminhada me faz bem e me ajudou a entender melhor como é a vida dos familiares das pessoas com deficiência. Ver de perto o quanto somos iguais, me faz um ser melhor”.

Ela conta que faz questão de levar a filha, Maria Paula, de oito anos. “Como mãe, vejo que minha filha precisa estar nesses eventos para aprender a conviver tranquilamente com as deficiências, e que devemos tratar todos com igualdade e respeito”, explica.