Relatório da PF incrimina Furlan em operação anticorrupção

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Operação Prato Feito denuncia 13 prefeitos e pede afastamento e prisão de parte deles

Um relatório da Polícia Federal (PF) divulgado nesta sexta-feira, 13/9, liga o prefeito Rubens Furlan a crimes de fraude em licitação e corrupção passiva. A conclusão é relativa à Operação Prato Feito, deflagrada em 2018, que chegou a provocar o afastamento dos dois irmãos do prefeito, Toninho e Celso, dos cargos de secretário que ocupavam.

Prefeito é citado em relatório da PF

Criada para investigar delitos relacionados a desvio de verbas federais da merenda escolar, a operação acabou encontrando cinco grupos criminosos que cometiam irregularidades também em compra de remédios e, no caso de Barueri, de livros didáticos

Segundo o informe divulgado nesta sexta-feira, as quadrilhas atuavam em 30 municípios paulistas e as investigações levaram ao indiciamento de 96 pessoas, entre prefeitos, empresários e servidores públicos. A operação cumpriu 154 mandados de busca e apreensão para investigar 65 contratos, cujos valores totais ultrapassaram R$ 1,6 bilhão.

As investigações chegaram a 13 prefeitos de municípios paulistas, entre eles, Rubens Furlan, resultando em 13 inquéritos que já foram encerrados e estão no 3º Tribunal Regional Federal (TRF-3), divisão da justiça federal que abrange o Estado de São Paulo. A PF afirma que pediu o afastamento do cargo e prisão de prefeitos, sem especificar quais, e espera decisão do Tribunal.

No caso de Barueri, o relatório da Polícia Federal afirma que houve “participação do prefeito em exercício [Furlan] nos crimes de fraude à licitação e corrupção passiva, com indícios de desvio de recursos públicos do Tesouro, de contrato para aquisição de material escolar”.

De acordo com a PF, os outros prefeitos investigados são das cidades de Caconde, Cosmópolis, Embu das Artes, Holambra, Itaquaquecetuba, Laranjal Paulista, Mauá, Mongaguá, Paulínia, Pirassununga, Registro e São Bernardo do Campo.

Prato Feito em Barueri

A primeira grande ação da Operação Prato Feito ocorreu em 9 de maio de 2018, quando 600 agentes federais cumpriram 154 mandados de busca e apreensão em 30 cidades paulistas. Em Barueri, a PF esteve na sede da prefeitura, em duas secretarias e na casa do prefeito.

As investigações buscavam informações para apurar a denúncia de que a campanha de Furlan à prefeitura, em 2016, teria recebido dinheiro de uma empresa de material didático para privilegiá-la depois que ele fosse eleito. Em razão das investigações, os irmãos do prefeito, Toninho Furlan, que ocupava a Secretaria de Suprimentos, e Celso Furlan, que era secretário da Educação, deixaram seus cargos. Celso voltaria depois ao comando da pasta, onde permaneceu até junho passado.

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