Prefeito de Jandira é agredido por vereador

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Confusão ocorreu durante sessão do Legislativo em meio à tensão provocada pelas investigações que podem levar à cassação do prefeito

O vereador Arverino Xavier (PTB), o Avelino, agrediu com um empurrão o prefeito de Jandira, Geraldo Teotônio (PV), o Gê, durante sessão da câmara municipal realizada na tarde desta terça-feira, 24/5. A agressão foi o ponto alto da tensão que envolve Executivo e Legislativo jandirenses desde que foi criada uma comissão de vereadores que pode decidir pelo afastamento do prefeito.

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Prefeito Gê fala da tribuna da câmara na sessão desta terça-feira, 24/5. À esquerda, o vereador Avelino/Foto: BnR

O clima estava tenso na câmara, lotada por partidários e adversários de Gê, pois circulava a falsa informação de que a sessão poderia votar a cassação do prefeito. Em dado momento, ao criticar a administração municipal, Avelino afirmou  que quem comanda a cidade não é o prefeito, mas sua esposa Cáritas Benitez.

A declaração irritou Gê, que levantou-se do lugar onde estava e aproximou-se do vereador que falava da mesa diretora, ordenando que ele se calasse. Iniciou-se então uma discussão e Avelino empurrou o prefeito.

Os dois foram separados por vereadores e funcionários da câmara e a sessão foi suspensa pelo presidente da casa, Roberto Rodrigues (PSDB), o Betinho. Cerca de meia hora depois, a reunião foi reiniciada sem a presença do prefeito no recinto.

Afastamento

A tensão do clima político de Jandira aumentou a partir do dia 10/5, quando a câmara aprovou, por 10 votos a 2,  pedido de abertura de investigação do prefeito por supostas irregularidades na gestão do Hospital Municipal, administrado pela Organização Social (OS) Instituto de Apoio e Gestão à Saude (Iages).

Foi criada uma comissão para apurar as denúncias e colher a defesa do prefeito. Ela é composta por três vereadores: Reginaldo Camilo dos Santos, o Zezinho, Altamir Cypriano, o Mi, e Avelino. A partir das apurações, a comissão pode propor ao plenário o arquivamento do processo, a cassação de Gê, caso tenha havido crime de responsabilidade, ou o envio das denúncias ao Ministério Público. Pode também pedir seu afastamento durante as investigações.

O prefeito tem prazo até meia-noite da quarta-feira, 25/5, para apresentar sua defesa. A comissão deve iniciar seus trabalhos na segunda-feira, dia 30.

Pelo contrato firmado entre a administração municipal e a OS, a prefeitura repassa para a gestão do hospital o valor de R$ 1,8 milhão mensalmente. As denúncias citam a falta de fiscalização por parte da administração pública; omissão quanto aos pareceres dos conselhos regionais de Enfermagem e Medicina, que reprovaram as condições do hospital; falta de alimentos e medicamentos; e irregularidades na transferência de funções exclusivas da gestão pública para o Iages.

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