Pessoas ignoram quarentena e ocupam ruas de Barueri

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Mesmo com o crescente número de pessoas infectadas e mortas por covid-19,  moradores são vistos reunidos em ruas e praças

Pessoas têm circulado tranquilamente pelas ruas, ignorando o pedido de quarentena das autoridades

Há duas semanas Barueri seguiu a determinação do governo do estado e decretou quarentena. A determinação prevê que estabelecimentos de serviços não essenciais não abram. Já nas primeiras horas da validade do decreto, a ação da GCM, nomeada Operação Vai Pra Casa, resultou em 53 bares fechados – desrespeitando o decreto, proprietários de estabelecimentos comerciais mantiveram as atividades.  Ainda que o isolamento social esteja sendo apontado pelas autoridades de saúde em todo o mundo como a melhor medida para conter o avanço do covid-19, o BnR tem recebido relatos de leitores que presenciam constantemente pessoas reunidas nas ruas, praças e bares em bairros de Barueri, desrespeitando a orientação de evitar aglomerações.

Grupos têm sido vistos em praças, o que contraria a orientação de isolamento social

Nas redes sociais do BnR, são diversas as queixas sobre o comportamento desses moradores. “O bairro Boa Vista está como um dia normal, pessoas em frente das suas casas, rodinhas nas ruas com som”, comenta uma leitora. Um outro relato afirma que o mesmo comportamento tem se repetido no jardim Maria Helena. “Aqui tá tudo funcionando normalmente, as pessoas na rua como se nada estivesse acontecendo!”.

 

Divergência de dados e descrédito da população

No mesmo dia em que dados da secretaria do estado de São Paulo divulgaram que Barueri tem, segundo resultados de exames laboratoriais, 28 casos de Covid-19 confirmados – diferente dos dados apresentados pela prefeitura de Barueri, que dão conta de que 13 baruerienses estão com o novo coronavírus, enquanto pelo menos 729 casos estão em investigação – , pessoas foram flagradas nas ruas e praças da cidade.

Mesmo com parques fechados, algumas pessoas ainda se reúnem em áreas de lazer

Parte da população alega que essas divergências são demonstrativos de que não há motivos para a quarentena, já que “qualquer morte já é Covid-19”; “nem tão fazendo testes ainda. Como sabem que essas pessoas vieram a falecer por conta do coronavírus”; “muito pouco tempo para evidenciar essas mortes como Covid-19! Não acredito nesses exames….”, “pronto-socorros totalmente vazios, qualquer um que entra é suspeito, então os jornais precisam parar de sensacionalismo para apavorar o povo”, argumentam moradores nas redes sociais diante das diversas notícias sobre a pandemia.

Muitos trabalhadores não puderam ficar em casa, mas a recomendação de manter uma certa distância entre as pessoas não tem sido lembrada

Ainda assim há quem prefira não ariscar o contágio. “As pessoas aqui não estão levando a sério”; “tem pessoas morrendo, sim. Tem pessoas infectadas sim, mas parece ser mentira né, até acontecer com a gente ou com alguém querido”; “só vejo gente comentando ‘esses números estão errados. acho que é bem mais” ; o povo parece que tá torcendo para que morram muitas pessoas…”; “é preciso divulgar casos suspeitos, sim. Não há exames para todos. Nunca vamos saber os números reais. Perguntem para quem trabalha na área de saúde. Então diante de uma pandemia toda prevenção é necessária”, ponderam outras pessoas.

 

 

 

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