No aniversário, sinais de recuperação

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Melhora da economia acena para aumento da arrecadação e dias melhores para a cidade

 

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Museu Municipal, no Jardim Belval, é guardião de parte da história da cidade

Se em 2017 o barueriense não tinha o que comemorar no aniversário da cidade, este ano, ao festejar 69 anos de emancipação, ele ao menos pode alimentar esperanças. As pequenas melhoras no cenário econômico nacional sugerem que a cidade pode estar saindo do fundo do poço em que se encontrava doze meses atrás.

Estimativas dos principais institutos de estudos econômicos apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do país vá crescer 3% este ano o que, somado ao 1% de alta do ano passado, estanca o encolhimento da economia e indica cenários melhores do que os quatro últimos anos.

Para Barueri, a notícia ainda é melhor pois quem deve puxar a alta do PIB desta vez é o setor de comércio e serviços, aquele que mais influencia as receitas da cidade. Este ano, a previsão orçamentária de Barueri é a mesma de 2017, ou seja, R$ 2,45 bilhões. Isso, na prática, significa redução de dinheiro nos cofres públicos, pois a inflação come uma parte dos recursos e a população da cidade cresce em média 1% ano. Mas avaliações iniciais indicam que as receitas dos municípios que vivem dos serviços já indicam desempenho superior ao previsto.

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O que interessa ao barueriense, então, é como esses sinais de recuperação vão melhorar a vida na cidade ou, de outra maneira, o que a gestão pública vai priorizar. Não faltam carências e cada munícipe ter seu leque de emergências.

No aniversário de 2017, o prefeito Rubens Furlan, com menos de três meses no cargo, afirmou que não havia o que comemorar, mas que este ano haveria uma grande festa. Com isso, sinalizava acreditar que a cidade superaria seus principais problemas durante o ano que passou.

De um lado, é verdade que a situação da cidade avançou. No final da gestão de Gil Arantes, Barueri enfrentava um quadro de abandono generalizado com problemas básicos como falta de manutenção de bens públicos, problemas de não pagamento que interromperam a coleta de lixo e o cuidado com os semáforos e caos na gestão da saúde.

Mas ainda há muito o que fazer. Se Furlan conseguiu resolver problemas de zeladoria, como abandono de escolas e precariedade das vias públicas, sua promessa de oferecer saúde de rico para pobre está muito distante de se tornar realidade. As críticas ao atendimento continuam nos mesmos patamares de um ano atrás.

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Algumas ações do prefeito também despertam dúvidas sobre as prioridades da gestão. Uma delas é a decisão de demolir o Teatro Municipal, a concha acústica e o ginásio de esportes da Boa Vista para a construção de um grande centro cultural, obra que pode rondar os R$ 50 milhões. O que boa parte dos moradores pergunta é se isto é prioridade, ou mesmo necessidade, num município com tantas carências.

Este é um ano de eleição e o barueriense poderá sinalizar seu grau de aprovação ou insatisfação com a classe política local. Muitos políticos da cidade anunciam sua intenção de disputar os cargos de deputado estadual e federal. Os resultados das urnas devem ser um bom retrato de como está a opinião pública.