Muita resenha na mesa do bar com os craques de Ganga e Petrolina

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A convite do Barueri na Rede, craques e dirigentes dos dois finalistas se encontraram cinco dias antes da decisão para falar de futebol e se confraternizar.  Os dois times já são vitoriosos

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Um encontro histórico cheio de assunto, muita coisa para contar, bom humor e provocações/Fotos: Valter Klenk

O Barueri na Rede convidou e, dirigentes e jogadores do Ganga e do Petrolina, finalistas do Campeonato Amador de Futebol da cidade, aceitaram o convite para um encontro de boleiros num bar no centro de Barueri. Na noite de terça-feira, dia 4/10, durante cerca de quatro horas, os rivais de domingo contaram histórias, falaram da expectativa para a grande final, trocaram declarações de admiração e aproveitaram para fazer provocações.

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O trio do Petrolina, Geninho, Danilo e Rogério, de olho na resenha

O time escalado era forte. Do lado do Ganga, além do diretor Rael, campeão pelo time do Paraíso nos tempos de jogador, estavam o curinga Willy e os donos do meio de campo gangueiro, o volante Plinio e o meia Paulinho. Do Petrolina, compareceram o técnico Buiú, que também levantou taça quando jogava pelo vermelho e preto, acompanhado do lateral Rodrigo e dos meias Danilo e Geninho, que dão o tom do jogo rubro-negro.

O tempo passa rápido e o papo dos craques corre solto, sem papas na língua e com muito bom humor e confiança. Nem parece que dali a cinco dias eles estarão se enfrentando numa final de campeonato. Sobre a decisão, Rogério diz que à medida que o dia da final vai chegando, começa a perder o sono, Plínio conta que já está analisando o jogo do adversário e como se preparar. “A gente conhece alguns segredos deles, os pontos fortes, mas não dá pra falar, né, os caras são espertos.”

O gangueiro Paulinho conta histórias de Geninho, dos tempos em que o meia do Petrolina jogava no Flamengo e era figura conhecida no Rio. Geninho provoca Plinio. “No jogo do turno o cara chegou chegando, me levantou e ainda veio me ajudar com aquele papo de “desculpa aí”.”

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Plinio e Paulinho, força do meio de campo do Ganga

Eles também falam das características dos times. Plinio e Paulinho contam que esperam os primeiros minutos para sentir o jogo e então definir a melhor tática. “Então, vocês se entendem?”, alguém pergunta. “Não, a gente briga mesmo.” Gargalhada geral. A dupla conta que isso é importante porque a equipe tem vários jogadores jovens, então fica com eles a responsabilidade de organizar o time em campo.

Do lado do Petrolina, Danilo e Rogério brincam que correm por Geninho. “Mas também, quando a coisa aperta, é bola pra ele e se vira, mano”, diz Danilo. Eles também falam do entrosamento do meia com o irmão Dedé. “A gente se entende muito, eu sempre sei onde ele está”, conta Geninho. “É tocar e deixar ele correr, o cara é muito rápido.”

Claro, a superstição também tem vez. Os dois times usam calções pretos. Quem vai trocar? “Vocês”, diz alguém num dos lados da mesa. “Nós, não, vocês”, vem a resposta. “Só não podemos jogar de camisa branca, não dá sorte”, completa outro.

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Buiú, técnico do Petrolina, e Satã, dirigente do Ganga

Num certo momento, um dos craques do Petrolina deixa escapar que o Ganga se considera favorito e acha isso bom. “Deixa pensar, contra o Ceará foi assim e a gente usou como motivação. Ganhamos e estamos na final.” Domingo, no fim da tarde, todos vão saber quem tem razão.

No final do encontro, no momento de tirar a foto, o BnR propôs que o pessoal de cada time ficasse de um lado, mas os próprios jogadores decidiram se misturar, finalizando a noite de confraternização.  “Por enquanto é festa”, disse Willy. “Mas é só a bola rolar que o bicho pega.” O bicho vai pegar domingo, às 13h30, na Arena Barueri.  

Escalação das equipes na mesa:

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No momento da foto, todo mundo misturado

Do lado verde, Willy, 22 anos, do Parque Viana, atuou nas categorias de base do São Paulo por cinco anos e se profissionalizou. Ainda pretende seguir na carreira de jogador. Plinio, 31 anos, morador de Pirituba, na capital, passou pelas bases do Corinthians e da Portuguesa e jogou como profissional no Brasil e em Portugal. Hoje está formado em Educação Física e tem uma academia. Paulinho, 31 anos, da Boa Vista, trabalha em logística. Foi campeão sub-20 de Barueri pelo Ganga em 2004 e levantou três taças pelo Vila do Sapo (2011/12/13).

Entre os rubro-negros, compareceu o lateral Rogério, 29 anos, morador do Imperial, técnico de som. Ele foi campeão de 2010, como Danilo, 31 anos, conferente, do Mutinga. Danilo está no Petrolina desde a fundação, quando tinha 16 anos, e é filho de Nana, uma lenda do Mutinga e do Munhoz. Geninho, 32 anos, mora em Osasco e considera que ainda não encerrou a carreira de jogador profissional, que inclui quatro anos de Flamengo e passagens por várias outras equipes, como o Ituano.