Motorista que atropelou e matou menina em porta de escola vai a julgamento

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Marcelo Ribeiro, que dirigia o caminhão que vitimou Renata Santos, de 12 anos, vai responder pela morte da adolescente

Estudante estava saindo da escola quando foi atingida pelo caminhão/Foto: Arquivo pessoal
Estudante estava saindo da escola quando foi atingida pelo caminhão/Foto: Arquivo pessoal

Está marcada para a tarde desta segunda-feira, 23/10, a audiência de instrução e acusação do motorista do caminhão que, em 4 de agosto de 2016, atropelou e matou a estudante Renata Santos, de 12 anos, na saída das Emefs Ézio Berzaghi e Aristides Costa e Silva (relembre o caso).

A adolescente foi vítima de uma série de acontecimentos que culminaram com sua morte. Segundo testemunhas, durante uma confusão entre estudantes e jovens do Jardim Belval, perto do horário da saída dos estudantes da tarde, por volta das 16 horas, a rua foi fechada pelos adolescentes.

A Guarda Municipal, na ocasião, afirmou ter sido chamada às 14 horas por causa de um tumulto na frente das duas escolas, que são vizinhas. Os guardas declararam que tentaram liberar o trânsito, mas num certo momento, quando o tráfego foi autorizado, um caminhão arrancou e atingiu a menina, que morreu instantaneamente.

Quem estava no local e presenciou o atropelamento garante que o motorista chegou a descer do caminhão para tirar satisfação com um adolescente que teria batido na lataria do veículo. Nervoso com o tumulto, Marcelo Ribeiro teria discutido com o jovem, subido no caminhão e ao manter a discussão com o estudante, não viu Renata, atingindo a menina, que morreu na hora.

Caminhão atropelou a adolescente depois que o motorista se irritou com tumulto feito por briga de alunos
Caminhão atropelou a adolescente depois que o motorista se irritou com tumulto feito por briga de alunos

O pai da garota, Reginaldo Cunha de Siqueira, que estava indo buscar a filha na escola e se deparou com a cena do atropelamento, diz que nada trará sua “princesa” de volta, mas espera que algo de bom seja tirado dessa tragédia. “Minha pequena morreu por causa de uma briga dentro da escola que tomou a rua. Ela era inocente de tudo nessa situação”, conta ele. “Mas, assim como aconteceu com ela, poderia ter sido com qualquer outro estudante. Espero sinceramente que tanto a Justiça como as autoridades municipais tomem providências para que isso nunca mais volte a acontecer com nenhuma família”, desabafa, à espera da audiência que deve decidir sobre a culpa ou não do motorista.

Manifestação por justiça

Amigos e familiares da jovem estudante preparam-se para uma ação pedindo por justiça durante a audiência sobre a ação do motorista que matou a adolescente. Com faixas de “Que a justiça seja feita”, e outras frases lembrando o episódio, eles se reunirão em frente ao Fórum de Barueri momentos antes do início da sessão onde o acusado deve ser ouvido.

Eles esperam chamar a atenção para a falta de segurança na saída os alunos das escolas, em especial onde Renata estudava. “Desde o dia do acidente, nada foi feito. Não há segurança, apoio da GCM ou do Demutran para auxiliar os estudantes na saída das aulas”, lamenta o pai, que ainda lembra que o local é de grande circulação de veículos.

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