Instituto luta sem ajuda para tirar crianças da rua

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Entidade do Belval conta exclusivamente com ajuda da comunidade para atividades de lazer e ensino

Eventos mensais reúnem em média 180 crianças na rua Machado de Assis

A rua Machado de Assis, no Jardim Belval, vai estar em festa neste sábado, 15/12. Durante todo o dia, a criançada do bairro vai brincar, comer, beber e se confraternizar no evento de encerramento de ano do Instituto Social Lullinha. Quem reparar na felicidade das crianças e seus familiares, porém, nem vai imaginar quanto foi difícil preparar a brincadeira.

O instituto nasceu em 2015, quando Ana Rita Ferreira, moradora no local há mais de 40 anos, perdeu seu filho, Luciano, de forma trágica, aos 21 anos de idade. O rapaz, que era chamado de Lullinha, já ajudava em projetos sociais e a mãe encontrou na continuidade de seu trabalho uma forma de amenizar a dor da perda.

Ana Rita na sede do instituto: tragédia pessoal inspirou criação da entidade

Desde então, a entidade vem se esforçando em seu principal objetivo, que é tirar as crianças da rua. Todo último domingo do mês, realiza o Brincando na Rua, evento que proporciona jogos e brincadeiras para a criançada, com muita e comida.

Esta é a primeira dificuldade do projeto. Atualmente, o instituto não recebe nenhum tipo de colaboração externa, tudo é feito pelos diretores e vizinhos. “Já tivemos ajuda esporádica, mas quem banca tudo somos nós mesmos”, explica Ana Rita, que é presidente da instituição. “Os brinquedos são doados, a organização é voluntária e os lanches e refrigerantes são coletados na própria comunidade”, explica.

No Brincando na Rua são montados pula-pula, mini-mesa de pingue-pongue, é improvisada uma quadra de futsal e vôlei e tem até uma “invenção”. “A gente tem uma piscina de bolinha que na verdade é um ´piscininha de plástico adaptada”, conta a presidente. Em média, a frequência em cada evento é de 180 crianças. Além disso, também uma vez por mês é realizado um almoço com a comunidade.

Mas o Instituto Lullinha não é só festa. Durante o ano todo há aulas de culinária infantil, dadas por um chef de cozinha e aulas de reforço escolar, oferecidas por uma pedagoga. “A mãe traz a criança com problema na escola, a professora avalia a necessidade, prepara e dá as aulas de recuperação”, explica Ana Rita. A entidade também tem um bazar beneficente e mantém atividades de proteção a moradores de rua.

A presidente gostaria de oferecer mais ajuda, mas esbarra na condição financeira. “As pessoas do bairro não tem recursos, então tudo é feito com muito sacrifício. Seria muito importante poder contar com ajuda de alguém para podermos fazer ainda mais”, afirma, fazendo um apelo a quem puder ajudar.

Quem quiser participar do evento deste sábado, é só ir até a rua Machado de Assis, bem perto da Arena Barueri, no Jardim Belval, das 11 às 17 horas. Se quiser ajudar, toda colaboração será bem-vinda.

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