Grêmio volta a Barueri, garante nova gestão

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Grêmio Barueri está vivendo em Sumaré e jogando nas redondezas. Mas empresários que assumiram o clube dizem que o lugar dele é aqui

O Grêmio não se hospeda, não treina e não joga em Barueri. Mas a nova direção garante que não pensa em transferir o clube para outro local. “O Grêmio Barueri tem história, conseguiu feitos importantes, é uma referência. Além disso, a cidade é forte, gosta de futebol, por isso, o que temos que fazer é trabalhar para recuperar o espaço e o tempo perdidos”, explica Jaime Amâncio, que está desempenhando o papel de gerente desde que o clube mudou de mãos outra vez, há 15 dias.

Jaime, que falou com exclusividade ao Barueri na Rede, é um dos quatro responsáveis por resgatar o Grêmio. Ele também é presidente do Sumaré Atlético Clube, clube da série B do Paulista, da cidade de Sumaré, na região de Campinas. É lá que o elenco barueriense está hospedado. “Conseguimos a hospedagem por um preço bom, os jogadores estão bem instalados, bem tratados. Antes, eles chegaram a passar fome”, explica.

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Quarta-feira, em Itapira, sinais de evolução, mas nova derrota: 3 a 1/Foto: Futebol Interior

O ano de 2016 é, sem dúvida, o pior da história do clube, que começou a temporada sem elenco, sofreu um WO como mandante e perdeu todos os 14 jogos que jogou pela série A3, sofrendo duas goleadas humilhantes por 8 a 0, para o Osasco, e 10 a 0, para o Nacional.

Além disso, os jogadores ameaçaram fazer uma greve por falta de pagamento e o clube está envolvido num escândalo de manipulação de resultados. “A questão do dinheiro está praticamente resolvida, falta um pouco ainda, mas em poucos dias tudo estará regularizado”, diz Amâncio. “Sobre a manipulação, nenhum dos atuais jogadores e dirigentes está envolvido.”

No final de fevereiro, o clube passou às mãos de um grupo de profissionais do futebol. Os detalhes da transferência não foram divulgados, mas hoje a direção é formada por Jaime Amâncio e Rafael Duarte, de Nova Odessa, perto de Sumaré. Os dois militam no esporte há cerca de dez anos.

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Com eles estão o preparador físico Sandro Gomes, que está acumulando a função de técnico e dando apoio aos jogadores, e André Leone, ex-zagueiro que teve passagens por inúmeros clubes, entre eles, Corinthians, Vasco e Cruzeiro.

Um dos problemas do Grêmio atualmente é onde jogar. Além da Arena, o time já mandou jogos em Taboão da Serra e Indaiatuba e as próximas partidas devem ser em Santa Bárbara D’Oeste, também próxima a Sumaré. “Por enquanto, não temos como pagar a taxa de aluguel da Arena Barueri, que é muito alta, mas vamos resolver isso”, explica Jaime.

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Jaime Amâncio, da nova direção

A direção também está negociando com a Federação Paulista de Futebol. “Eles estão sendo intransigentes conosco, jogando duro, mas estamos conversando, mostrando a seriedade do projeto”, explica. Segundo ele, a FPF está retendo R$ 100 mil da cota do clube por falta de garantias.

Desde a posse dos novos dirigentes, o desempenho do time melhorou, mas a vitória ainda não veio. Foram duas derrotas por 3 a 1, contra Inter de Limeira e Itapirense.  “Está havendo evolução, nos últimos jogos conseguimos jogar de igual para igual”, diz Jaime. “Mas este ano não é mais possível reverter a situação”, explica, referindo-se ao rebaixamento inevitável para a série B, a quarta divisão do Paulistão.

Passada essa fase de transição, a diretoria vai começar a trabalhar para que o Grêmio volte plenamente a Barueri. “Vamos conversar com as empresas, com a prefeitura, elaborar um projeto que possa ser posto em prática”, diz o dirigente.  “O Grêmio é de Barueri, lá é o lugar dele.”

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