Ganga aproveita empate do Petrolina e assume a ponta

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Petrolina mantém invencibilidade, mas perde a liderança da competição

Os jogos válidos pela oitava rodada do Campeonato Municipal de Futebol, realizada neste domingo, 30/7, deram uma mexida nas posições dos times na zona de classificação. O líder Petrolina sofreu para arrancar um empate contra o Vila do Sapo e ambos perderam posições na tabela, ficando em segundo e sexto, respectivamente.

O Ganga goleou o Sport Aldeia e chegou ao mesmo número de pontos do Petrolina, mas assumiu a ponta por ter uma vitória a mais. O Argentino Jrs. perdeu por 3  a 1 do Ceará e caiu para a quinta posição, sendo ultrapassado pelo próprio Ceará, quarto.

O ABC Califórnia assumiu a terceira posição após bater o Comunidade por 1 a 0. Completando a zona de classificação, o Classe A subiu para a sétima posição ao vencer o Pindorama de virada, após estar perdendo por dois a zero.  O GR Olga foi para oitavo após vencer por 4 a 2 o time do Noroeste.

Ceará 3 x 1 Argentinos Jrs.

Ceará, do Mutinga, e Argentinos Jrs., da Aldeia, fizeram um jogo de muita qualidade técnica e tática. São duas equipes que estão crescendo na competição e têm esquemas de jogo bem montados e elencos fortes. Certamente estarão nos mata-matas.

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Ceará e Argentinos fizeram um jogo de alto nível decidido nos instantes finais pelo time do Mutinga

Neste domingo, no Maria Helena, o Argentinos esteve melhor na maior parte do primeiro tempo. Jogando no 3-5-2, tinha a arma perigosa dos dois alas Gui e Jê, que avançavam com perigo constantemente pelo lado do campo, e a dupla de ataque Robinho e Renato, que atuava em grande velocidade e muita movimentação.

Já o Ceará enfrentava dificuldades no meio-campo. Bruno tinha o papel de iniciar a armação das jogadas mas Camarão, muito marcado, não conseguia aparecer. Com isso, a bola não chegava a Buba. Para tentar mudar a situação, o incansável Moisés voltava da frente para tentar armar o jogo.

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Os times marcaram forte enquanto o sol deixou

A proposta do Argentinos dava mais certo e aos 10 minutos o time da Aldeia teve a primeira grande chance, com o artilheiro Robinho, que recebeu em penetração e chutou na trave. Aos 16, ele apareceu novamente pela direita, em velocidade, para bater. A bola desviou na zaga e foi parar no fundo do gol de Dida. Robinho ganhava todas da zaga do Ceará pela direita e aos 22 minutos criou nova oportunidade, quando cruzou baixo para a área mas ninguém aproveitou.

Em desvantagem, o Ceará tentou reagir e avançou, mas foi chutar sua primeira bola a gol apenas aos 32 minutos, em chute perigoso de Bruno.

O Argentinos voltou para o segundo tempo sem Renato, contundido, mas começou com tudo, dando sinais de que mataria a partida. Logo aos 3 minutos, Luisão cabeceou no travessão uma bola vinda de escanteio. Jê passou a jogar mais pela direita e desorganizava o sistema defensivo da equipe do Mutinga.

Mas o calor começou a castigar os dois times e começaram as trocas. Nesse quesito, o Ceará se saiu melhor. Enquanto o Argentinos sentiu as saídas de Ribeirão e Jê, o alvinegro cresceu com as entradas de Mago e Piauí.

Aos 21 minutos, Buba e LC triangularam em velocidade pela direita e a bola foi tocada para o meio da área, onde Mago apareceu para empatar o jogo. O Ceará cresceu com o empate e o desgaste provocado pelo calor deixou a partida mais aberta.

Quando o jogo caminhava empatado para o fim e os jogadores diminuíam o ritmo, Moisés, sempre ele, continuava em ritmo intenso e desequilibrou a partida nos últimos instantes. Aos 38 minutos (no Amador as partidas vão até os 40), ele entrou em velocidade pela esquerda, recebeu o passe pelo alto por trás da zaga e chutou forte. O goleiro Mussum ainda conseguiu a defesa, mas Piauí não desperdiçou o rebote e decretou a virada no placar.

Não havia mais muito tempo nem fôlego para os dois times, mas Moisés, já nos acréscimos, ainda conseguiu se livrar da marcação e dar um passe na medida para Mago fechar o placar em 3 a 1 para o Ceará.

Vila do Sapo 1 x 1 Petrolina

Vila do Sapo e Petrolina empataram em 1 a 1 no campo do Jardim Silveira. A partida começou com quase meia hora de atraso e, mesmo assim, o Sapão iniciou com apenas nove jogadores em campo. Apesar da inferioridade numérica, foi o Vila que inaugurou o placar e viu o Petrolina correr atrás do prejuízo ao longo do jogo.

Emerson sobre mais que a zaga e faz de cabeça
Emerson sobe mais que a zaga e faz de cabeça

“Jogo perigoso esse de ter mais jogadores”, disse Buiú, técnico do Petrolina, antes do início da partida. Ele se referia à qualidade do adversário e ao perigo de achar que isso significava domínio do jogo. Não deu outra. O Sapão foi empurrado para sua defesa, porém mantinha-se seguro e valorizava as faltas que recebia, paralisando o jogo.

Logo após uma parada de quase três minutos, o time partiu em contra-ataque e conseguiu um escanteio pela direita. Rodrigo cobrou e Emerson de cabeça inaugurou o placar, aos oito minutos. Instantes depois, o time estaria completo com a entrada de dois atletas. O Petrolina perdia a vantagem numérica.

A partida ganhou equilíbrio, com as equipes se ariscando mais no ataque. O Petrolina oferecia mais perigo, principalmente com as decidas ao ataque do lateral Danielzinho. O Vila do Sapo continuava a valorizar as faltas, pedindo atendimento a cada uma delas e irritava os jogadores adversários. Por conta dessas paralisações, o árbitro deu oito minutos de acréscimo.

No retorno para o segundo tempo, o jogo ficou aberto e pegou fogo, com muita catimba e reclamação das duas equipes. Precisando do gol, o Petrolina tentava se manter no ataque. Numa saída rápida, Dedé recebeu passe, de costas, dentro da área e girou para bater, mas foi travado. O árbitro marcou pênalti para o Petrolina, causando muita reclamação e parando a partida. Ânimos acalmados, Geninho foi para a bola e bateu à meia altura no canto direito de William, empatando a partida, aos 18 minutos.

Geninho empata para o Petrolina em cobrança de pênalti
Geninho empata para o Petrolina em cobrança de pênalti

O jogo estava tenso, as entradas eram mais duras, a torcida chiava e cada lado se achava prejudicado. O Sapão, que estava cansado e sem reservas no seu banco,  poderia ter ampliado com uma bola que parou na trave. Já o Petrolina reclamou muito de um suposto pênalti que o juiz não anotou. O resultado foi justo, já que houve muita entrega das duas equipes, sob um sol escaldante. Ninguém merecia perder. Tampouco ganhar.

Resultados e classificação

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