Furlan apresenta balanço de primeiros cem dias de governo

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Prefeito voltou a dizer que encontrou a situação pior do que imaginava mas que conseguiu reequilibrar as finanças da cidade

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O prefeito Rubens Furlan apresentou um balanço de seus primeiros cem dias de governo nesta quinta-feira, 6/4. Mais uma vez ele afirmou que encontrou a cidade numa situação pior do que esperava, mas disse estar confiante de que conseguirá resolver os problemas do município. De acordo com ele, sua principal marca nestes primeiros meses de gestão foi ter equilibrado as finanças da prefeitura.

Eu achava que com minha experiência e com a força da cidade, em cem dias conseguiria pôr as coisas em ordem, mas não foi possível”, explicou. “Havia muitos problemas acumulados” concluiu, referindo-se ao governo de seu antecessor, Gil Arantes. O balanço foi apresentado em entrevista coletiva concedida à imprensa regional no auditório da Secretaria de Educação. Estiveram presentes praticamente todos os secretários e também ocupantes de altos cargos do governo.

Saúde e Hospital Municipal

A saúde foi o assunto que predominou no encontro. O prefeito afirmou que em alguns locais há funcionários em excesso, e isso é ruim. “Onde precisa de um, tem que ter um. Se tiver dois, gasta-se mais e a qualidade do atendimento piora”, explicou. Ele também afirmou que alguns contratos do setor estão terminando e a prefeitura pretende trocar os fornecedores.

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Pouco depois, no entanto, Furlan foi ao hospital e comunicou aos servidores que eles devem tomar a iniciativa de se demitir e tentar uma recolocação com a SPDM, sem, no entanto, garantia de contratação pela nova gestora. O prefeito admitiu que a prefeitura pode ser obrigada a arcar com as dívidas tributárias e trabalhistas junto com a Hygia, mas citou recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de desobrigar o poder público de honrar compromissos de terceirizadas.

Furlan disse que não vê riscos no processo de transição para a SPDM e afirmou que em 30 dias o HMB será o melhor hospital da região, e em 60 dias, o melhor do Estado.

Corte de gastos

Sobre as finanças públicas, o prefeito afirmou que não há previsão de aumento de receitas, portanto, a solução é cortar gastos. Furlan disse que hoje há cerca de 600 funcionários a menos nos quadros municipais. “Disseram que estávamos demitindo para contratar aliados. Não é verdade”, disse. “Não houve substituição política e quem foi contratado é porque era necessário”, garantiu.

Segundo ele, contratos de prestação de serviços foram cancelados ou renegociados e a gestão investiu na revisão de contratos de locação de prédios utilizados pela prefeitura que teriam resultado em 10% de economia.

Obras e segurança

O prefeito afirmou que obras que estavam paralisadas, como a do novo fórum, foram retomadas, e outras, iniciadas. De acordo com o balanço, hoje há 17 obras em curso. Entre elas estão o alargamento da rua da Prata e o acesso ao Parque Imperial, e a construção de seis maternais, duas escolas, dois postos de saúde e do terminal rodoviário no Vale do Sol.

Em outra referência ao governo anterior, Furlan afirmou que as escolas da cidade foram abandonadas e foi necessário fazer reformas em 80 das 103 unidades de saúde do município.

O balanço enfatizou o trabalho da Guarda Municipal, com ênfase na redução dos níveis de violência de crimes contra o patrimônio, como furtos e roubos. O aumento expressivo do número de crimes contra a vida nos três primeiros meses do ano, no entanto, não foi citado.