Funcionários cedem e greve termina em Jandira

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Servidores iniciaram paralisação na segunda mas aceitaram argumentos da prefeitura de que crise impede concessão de aumento

Funcionários públicos municiais ocupam o centro de Jandira durante paralisação realizada no primeiro dia de greve/Fotos: Fabiana Almeida

 

Em assembleia realizada na noite de quarta-feira, 13/4, os funcionários públicos de Jandira decidiram interromper a greve que havia começado dois dias antes e voltar ao trabalho. Eles não conseguiram conquistar nenhuma das reivindicações apresentadas.

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Na própria quarta, numa reunião com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jandira (Sindserjan), representantes da prefeitura voltaram a insistir na impossibilidade de oferecer qualquer reajuste salarial no momento e pediram que os servidores retomassem o trabalho. Afirmaram que consideram justo o pedido de aumento e se comprometeram a voltar a discutir o assunto assim que a situação econômica melhorar.

Crise econômica

Em nota divulgada na sexta-feira, a administração municipal explica seus argumentos. O texto afirma que o momento atual do país dificulta a concessão de aumento salarial, e diz que nos últimos anos, muitas categorias do funcionalismo jandirense tiveram aumentos reais, além da aprovação de planos de carreiras.

A nota também informa que, enquanto outros municípios estão reduzindo vencimentos ou deixando de pagar regularmente, Jandira vem mantendo a pontualidade no pagamento. “A prefeitura concorda com os grevistas que um aumento salarial é merecido e os grevistas entenderam que a crise financeira nacional impede que seja concedido qualquer aumento nesse momento”, diz o comunicado

Sem desconto

O sindicato não se pronunciou oficialmente nem respondeu às indagações do Barueri na Rede. Funcionários, no entanto, disseram que na conversa entre as duas partes ficou decidido que os dias não trabalhados não serão descontados.

Os pedidos do sindicalismo eram: aumento real de 25%; cartão alimentação de R$ 250; antecipação da porcentagem de recomposição salarial a ser paga em junho; reavaliação dos planos de carreira; abertura de concurso público geral; equipamentos de segurança; regularização pela lei de hora-aula; vale transporte; vale cultura; regularização do adicional de insalubridade por meio de laudo; regularização de horas extras e desvio de função.

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