Funcionária da Secretaria de Segurança é vítima de feminicídio

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Companheiro de Lídia Sotero, de 23 anos, é apontado como autor da morte da jovem

Uma funcionária da Secretaria de Segurança de Barueri foi assassinada pelo companheiro na madrugada de terça-feira em sua casa, no Engenho Novo. Lídia Micaela da Silva Sotero tinha 23 anos, era guarda patrimonial municipal e estava trabalhando internamente no Centro Integrado de Monitoramento na sede da secretaria.

Segundo as apurações iniciais da polícia, Douglas da Silva Adriano Ramos, de 21 anos, teria matado Lídia por asfixia após espancamento. Ele está foragido. De acordo com relato da mãe da vítima à polícia, o casal, que tem uma filha de três anos, discutia esporadicamente, mas nunca soube de nenhum episódio de violência entre eles.

Lídia tinha 23 anos

Procurada pelo Barueri na Rede, a Secretaria de Segurança Pública do Estado afirmou em nota que, de acordo com depoimentos iniciais, Douglas teria ligado a uma irmã durante a madrugada de terça-feira. Ele teria contado que havia tido uma briga violenta com a companheira e pedia que a irmã fosse à casa deles, na rua Teresinha Fortes, para ver se Lídia estava bem. Quando ela chegou ao local, o rapaz não estava e a vítima foi encontrada na cama do casal, deitada de lado, já morta, com marcas de agressão nas costas e no pescoço. 

A Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana divulgou nota de pesar pelo falecimento da servidora municipal em que afirma que ela foi vítima de feminicídio. O comunicado considera tratar-se de um crime bárbaro “traduzido no desfecho final de uma tragédia que se anuncia no cotidiano de mulheres atormentadas pelo fantasma cíclico da violência”. O informe diz ainda que a morte de Lídia faz parte de “uma violência diária, silenciada, mascarada pelo estado e “invisível” aos olhos da Sociedade”, e que suas raízes estão no machismo estrutural.

Outra versão

Agentes da GCM que estiveram no local disseram ao Barueri na Rede não ter visto sinais de agressão no corpo de Lídia. Como ela tinha problemas de coração e tomava medicação contínua para doença cardíaca, também existe a hipótese de ter tido um infarto em razão de uma grande tensão, como uma discussão forte com o marido. Esse ponto deve ser esclarecido pela perícia que será feita pelo Instituto Médico-Legal de Osasco, para onde o corpo foi levado.

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