Eleição municipal vive incerteza com a pandemia

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Covid-19 cria impasse sobre calendário eleitoral e seis pré-candidatos de Barueri ficam em compasso de espera

Crise do coronavírus lança dúvidas sobre datas das eleições e já se estudam propostas de adiamento

A pandemia de Covid-19 está mexendo com a vida de todos e não seria diferente com o sistema político. Uma das questões que vêm sendo discutidas no momento é se será possível realizar as eleições municipais em 4 de outubro.

No momento, há várias possibilidades em discussão. Segundo o ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), é preciso esperar até o mês de junho para avaliar a possibilidade de manter a data original. Ele assumirá em maio a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e será o coordenador do processo em todo o país.

Barroso entende que, se não for possível garantir o calendário previsto por lei, deve ser feito um esforço de realizar o pleito com no máximo dois meses de atraso. Ele é contra prorrogar os atuais mandatos até 2022, como alguns parlamentares já defendem. Segundo o ministro, isso teria duas consequências. A primeira, é desvirtuar o voto de quem elegeu os atuais prefeitos e vereadores por quatro anos, e não seis. A segunda, é que ele duvida que a Justiça Eleitoral tenha capacidade de organizar uma eleição simultânea para todos os cargos, de vereador a presidente da República.

Como os prazos eleitorais não foram alterados, sábado, 4/4, foi o último dia para filiação partidária. Assim, as agremiações já sabem com quem poderão contar nas eleições. Em Barueri, algumas legendas estão com dificuldade para formar suas chapas de vereadores, que podem ter até 32 nomes, sendo que 30% no mínimo devem ser mulheres. Ou seja, uma chapa completa, em Barueri, tem que ter ao menos 10 candidatas.

No plano da eleição para prefeito, a última alteração no quadro político foi a volta do prefeito Rubens Furlan ao páreo. Ele estava inelegível até o mês passado, quando uma decisão liminar do TRE suspendeu os efeitos da condenação e liberou Furlan para concorrer.

Além do prefeito, há ao menos outros cinco pré-candidatos. O que está há mais tempo em evidência é Fábio Teruel, do Podemos. O radialista vem divulgando vídeos críticos à gestão de Furlan desde o ano passado e elevou o tom no início deste ano e agora, durante a pandemia.

Reinaldo Monteiro assumiu a presidência do Pros em Barueri e é o pré-candidato do partido. Sua principal bandeira é a eficiência na administração. Segundo ele, o partido já tem uma chapa de vereadores prévia e definiu como meta apresentar metade das candidaturas de mulheres.

O PT, que não apresentou concorrente a prefeito em 2016, definiu na semana passada o nome de Baltasar Rosa como pré-candidato. A legenda ainda está aberta para escolher o vice, que poderá até ser de outra agremiação. Segundo o presidente municipal petista, Alexandre Ramos, o PT pretende ter legenda completa para a Câmra Municipal.

Julio Leal filiou-se ao PMN, mas é representante do movimento bolsonarista em Barueri. De acordo com ele, o partido vem com legenda cheia para vereadores. “Temos até mais pré-candidatos do que vagas, mas vamos esperar a crise da Codiv-19 passar para encaminhar isso”, explica.

Única pré-candidata do sexo feminino a se apresentar para a disputa até o momento, Mari Tavelli, do PSB, também está em franca atividade. Entre as prioridades, ela afirma que sua campanha dará visibilidade e espaço para as mulheres. “Pretendemos, inclusive, ter maioria de mulheres na chapa para a câmara”, afirma.

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