É tempo de reciclar

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Ingrid Teixeira discorre sobre a necessidade cada vez mais latente de se buscar meios de reciclagem

Jovem e moradora de Barueri, Ingrid Teixeira é aspirante a escritora e tem raízes fundas na cidade carinhosamente apelidada de Feudo, tece análises com um olhar mais dinâmico e geral sobre música, literatura, cinema e expressões artísticas populares
Jovem e moradora de Barueri, Ingrid Teixeira é aspirante a escritora e tem raízes fundas na cidade carinhosamente apelidada de Feudo, tece análises com um olhar mais dinâmico e geral sobre música, literatura, cinema e expressões artísticas populares

Recentemente, li um artigo que fazia uma previsão de como seria o mercado têxtil nos próximos 15 anos. De forma geral, ele falava sobre a crescente demanda de reformar roupas antigas que voltam a moda, falava sobre pessoas que preferem comprar tecido e confeccionar a própria roupa do que ter que enfrentar lojas e preços nem sempre condizentes com a qualidade da peça.

No ramo dos móveis, é notável o crescimento de revistas e programas de TV que estimulam a reforma de móveis antigos ou usados, até que tal objeto fique como novo.

Desde que a crise econômica internacional se instaurou no Brasil, reformar, restaurar, reaproveitar e reciclar vem sendo lemas bem difundidos na sociedade, com alimentos, objetos, brinquedos, livros, água da chuva, etc. Porém segundo a revista Exame, o Brasil ainda tem um longo caminho pela frente, uma vez que sendo a meta mundial de 50% de reciclagem e nosso país vem atendendo apenas 13%. Países como Áustria e Alemanha já atingiram a meta de 50% cujo o prazo é até 2020, cerca de 1% de seu PIB já advém desse reaproveitamento.

Mas também é fato de que falta iniciativa governamental para que a meta seja batida. Em Mato Grosso, por exemplo, a falta de lugares apropriados para reciclagem de vidro já é de conhecimento geral. Pilhas de garrafas se acumulam nas ruas, pois a única forma de reciclar garrafas de vidro seria trazendo-as até São Paulo, que é um procedimento caro. Nas estações mais quentes do ano, o excesso de garrafas passa a ser um problema que afeta a saúde dos mato-grossenses, uma vez que acumula água da chuva dentro dos frascos, facilitando a proliferação de mosquitos transmissores de doenças.

Paralelamente a isso, em Caxias do Sul, ainda na onda da reciclagem (e todos agradecem), uma empresa desenvolveu um tijolo de construção feito de garrafas pet encontradas no lixo.

No Nordeste, garotas estudantes do Instituto Federal do Alagoas criaram um tijolo a partir de cinzas de cana de açúcar e foram premiadas por isso.

Existem mil maneiras de reciclar, seja com uma coleta seletiva, com a reforma de uma calça ou reaproveitando água, uma vez que o termo deixou de ser sinônimo de apenas reaproveitar resíduos e passou a significar a esperança de um mundo menos entulhado de lixo.

E já que é do interesse de todos, reciclar virou moda, ainda bem!

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