Suposto caso de coronavírus em Barueri é falso

792
- Publicidade -

Boatos surgiram na tarde de quinta-feira, 27/2, e davam conta de que uma criança estaria com o Covid-19 

Foto: Reprodução Agência Brasil (EBC)/Reuters

Desde a tarde da última quinta-feira, 27/2, circularam boatos nas redes sociais de que uma criança estaria internada no Hospitalis de Barueri com suspeita de coronavírus (Covid-19). No entanto, a informação é falsa.

Os relatos davam conta de que um bebê do sexo masculino estaria sendo monitorado na unidade hospitalar por suspeita de coronavírus e que a prefeitura estaria abafando o caso para não gerar pânico na população. Logo, os boatos se espalharam pelas redes sociais e chegaram até o Barueri na Rede.

O BnR procurou a Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, que divulgou hoje, 28/2, o relatório diário da situação epidemiológica no estado. Foram registrados 66 casos suspeitos de coronavírus, nenhum deles em Barueri.

Segundo o relatório, foram descartados laboratorialmente 15 suspeitos notificados até ontem, 27/2. Outros 22 foram excluídos porque não preenchiam critério da Organização Mundial de Saúde (OMS), ou seja, não tinham febre ou não houve registro de viagem a locais de transmissão da doença. Com isso, 48 casos suspeitos permanecem sob investigação e somam-se a outros 18, que foram incluídos no balanço de hoje.

Até o momento, o estado de São Paulo segue com apenas um caso confirmado de Covid-19. Trata-se de um residente da Capital que esteve na Itália em fevereiro e retornou ao Brasil na sexta-feira, 21/2, apresentando sintomas da doença, como tosse, coriza e febre. Ele foi atendido no Hospital Israelita Albert Einstein e a contraprova no Instituto Adolfo Lutz confirmou o diagnóstico. O homem está em isolamento domiciliar, estável e bem.

O BnR também procurou a prefeitura de Barueri sobre os boatos que circularam na tarde de ontem. Em nota, a administração municipal confirmou que ‘não há nenhum bebê em monitoramento na cidade, portanto o caso não passa de boato’.

Vale lembrar que Barueri teve um caso suspeito de coronavírus há duas semanas (relembre). Uma mulher de 59 anos com histórico de viagem a local de risco ficou cinco dias em isolamento até descartarem a doença.

Disseminação de fake news

O Ministério da Saúde lançou uma aba no site oficial que checa fake news (notícias falsas) sobre o coronavírus. As mensagens são enviadas para especialistas da área da saúde e as notícias ganham selos de alerta: na cor vermelha para quando a notícia é falsa, e verde quando a informação é correta.

Desde 22/1, quando começou o monitoramento, até o momento, o Ministério da Saúde já recebeu mais de 6,5 mil mensagens sobre a doença. O meio que mais propaga fake news é o aplicativo de mensagens WhatsApp. De acordo com o Ministério, 85% dos vídeos, textos e fotos que chegam até os especialista são falsos.

Entre as notícias falsas estão recomendações erradas para prevenir a doença que vai de tomar uísque quente com mel a vitamina D com zinco, ou tomar chá de alho e de abacate com hortelã.

A disseminação de fake news prejudicou, inclusive, a marca de cervejaria Corona. As ações da Constellation Brands, fabricante da cerveja, despencaram 8% nesta semana em Nova York. Pesquisas em sites de busca como ‘vírus da cerveja corona’ e ‘coronavírus da cerveja’ são algumas das associações que as pessoas fizeram com a marca de cerveja.

O serviço contra fake news do Ministério da Saúde pode ser consultado online (aqui) e dúvidas podem ser enviadas pelo WhatsApp (61) 99289-4640.

Sintomas e recomendações contra o coronavírus

Os sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, parecidos aos de um resfriado. Os principais sintomas da doença são febre, tosse e dificuldade para respirar.

Ele pode ser transmitido por gotículas de saliva; espirro; tosse; catarro; contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão; contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Para se prevenir contra o coronavírus, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas:

  • lavem as mãos frequentemente com água e sabonete, por pelo menos 20 segundos, ou usem desinfetante para as mãos à base de álcool quando a primeira opção não for possível;
  • evitem tocar nos olhos, nariz e boca sem estar com as mãos lavadas;
  • evitem contato próximo com pessoas doentes;
  • fiquem em casa quando estiverem doentes;
  • cubram a boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e o joguem no lixo;
  • higienizem as mãos após tossir ou espirrar;
  • limpem e desinfetem objetos e superfícies tocados com frequência.
  • mantenham ambientes bem ventilados.

Não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus até o momento. Outros detalhes sobre o vírus podem ser acessados no site do Ministério da Saúde (aqui).

- Publicidade -