Superlotação do Cepad gera reclamações da população

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Moradores reclamam que não conseguem vagas para que animais de rua sejam abrigados pelo serviço municipal

Nos últimos dias, o Barueri na Rede vêm recebendo queixas de moradores em relação ao abandono e abrigo para animais encontrados na rua. De acordo com as reclamações, o órgão municipal que responsável pelo recolhimento dos animais – o Centro de Proteção ao Animal Doméstico (Cepad) – tem recusado receber cães e gatos por não haver vagas suficientes.

Após a informação de que a Guarda Ambiental de Barueri começou a utilizar um  instrumento chamado ‘termo de orientação’, que funciona como uma espécie de boletim de ocorrência para denúncias de maus tratos contra animais domésticos (relembre o caso), começaram a surgir queixas da falta de auxílio e orientação por parte do Cepad.

“Mês passado precisei socorrer um animal de rua que encontrei machucado e fui procurar ajuda, já que vi um vídeo que mostrava a nova unidade do serviço (Cepad II). Porém, fui informada por telefone que, mesmo com a ampliação, não havia condições de cuidar e nem abrigar o animal”, contou uma leitora do BnR.

Em outro caso, uma moradora conta que chegou a ter uma resposta ríspida em relação aos três filhotes de gato que encontrou na rua. “Ao chegar ao meu trabalho, eu encontrei três gatos abandonados na rua e imediatamente os coloquei dentro da empresa. Primeiro, procurei por ajuda da prefeitura por meio do Cepad, mas fui informada por um funcionário  que o local estava cheio e que ele não tinha o que fazer”.

“Não contente com a resposta, eu continuei insistindo, até que  me pediram para ligar para a Guarda Ambiental ou para o Cepad II para conseguir abrigo para os animais”, conta ela. “Entrei em contato primeiro com a Guarda, que me informou que o resgate dos gatos seria feito. Porém, após alguns minutos recebi uma ligação me informando que o serviço deveria ser feito pelo Cepad, e não pela Guarda Ambiental. Liguei para a unidade do Cepad II e passei todos os dados para que fosse feito então, o recolhimento dos filhotes. Após alimenta-los e esperar algumas horas, fui informada por uma ligação feita pelo Cepad II que o local estava lotado e não fazia esse tipo de trabalho”, continuou  a moradora.

“Indignada, perguntei à funcionária o que eu faria com os três filhotes que estavam na guarita da empresa em que trabalho. Surpreendentemente, ao questionar se eu precisaria devolvê-los para a rua, e se um órgão de proteção aos animais não poderia me ajudar em um caso desses, a atendente me respondeu que isto ficaria ao meu critério, que se eu quisesse, que os devolvia para a rua”, desabafa a moradora.

Questionada, a prefeitura, por meio da Secom enviou a seguinte nota: “De fato, a recepção de animais ocorre apenas no Cepad II – Canil do Centro, nova realidade que a população irá compreender à medida que os trabalhos forem melhorando. A recepção de animais depende de vaga no canil, fato que atualmente está comprometido devido à obra de ampliação prevista para terminar em abril. Vale ressaltar que para manter o funcionamento, algumas situações são prioritárias, como o resgate de animal atropelado, doente, agressor etc. No fato concreto da reclamação, tínhamos a previsão de retirar os animais, porém ao longo do dia tivemos duas ocorrências com animais atropelados e agressores que ocuparam as vagas disponíveis. A questão do abandono na cidade é algo muito sério e o Cepad II (canil) não consegue atender à grande demanda, mesmo com as ampliações previstas”.

Já em relação ao comentário da funcionária sobre devolver os animais para a rua, a resposta foi de que a postura dos servidores seria averiguada e as falhas corrigidas.

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