Prefeitura se cala sobre famílias prejudicadas por enchentes

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Mesmo após mais uma enchente atingir a cidade essa semana, moradores que tiveram danos com as chuvas dos últimos dias continuam sem respostas

Moradores da Vila Márcia reclamam que toda vez que chove, as casas ficam alagadas/Foto: Arquivo Pessoal

O problema com fortes chuvas e enchentes tem virado rotina para os moradores de Barueri. Só em fevereiro, três enchentes atingiram os bairros da cidade, deixando ruas e avenidas ilhadas, casas em áreas de risco e famílias prejudicadas. Após mais duas fortes chuvas que atingiram o município essa semana, moradores que tiveram danos com enchentes desde o início do mês, permanecem sem assistência da Prefeitura.

Como é o caso de moradores da Vila Márcia, que tiveram suas casas alagadas pelo menos quatro vezes só esse ano. Uma moradora da rua Joana conta que a casa do padrasto, que fica embaixo da sua residência ficou alagada com a chuva dessa semana. “Minha mãe faleceu há um mês, e desde então começaram essas enchentes. Meu padrasto já perdeu máquina de lavar, geladeira, guarda-roupa e gabinetes. O armário da cozinha está sendo escorado por um tijolos”, conta ela.

A moradora explica ainda, que está correndo atrás para saber o que fazer nesta situação.

Nas últimas semanas, a cidade foi atingida por duas grandes enchentes, além de chuvas fortes/Foto: Arquivo Pessoal

“A Prefeitura veio aqui na primeira enchente e trouxe apenas um colchão e um kit limpeza. Depois a Defesa Civil esteve na casa, e nos pediram para procurarmos a Prefeitura. Cada lugar que vamos nos mandam procurar outro local, não sabemos o que fazer”, completa a leitora ao Barueri na Rede.

Já Daniele, moradora da rua Tocantins, também na Vila Márcia, relata a situação da casa após a chuva desta quinta-feira, 20/2. “Minha casa foi atingida umas quatro vezes. Ontem choveu e o quintal ficou todo alagado”, relata ela. “À tarde choveu e encheu o quintal e a casa novamente. Limpamos a minha e da minha mãe, mas tivemos que ir dormir na casa dela”, finaliza ela.

Daniele continua contando que durante a madrugada desta sexta-feira, 21/2, assim que voltou a chover na cidade, ela se preocupou novamente. “Quando eu vi que começou a chover na madrugada, eu sai para fora e fiquei observando, com medo da casa encher de novo. Mas minha rotina agora é assim, em dias de chuva coloco o meu celular para despertar de duas em duas horas com medo”, desabafa a leitora ao BnR.

Outra moradora da rua Joana Pedroso também procura explicações para a situação de sua família. “Perdi móveis, notebook, documentos pessoais e já não sei mais o que fazer, porque sempre alaga aqui. Alguns móveis estou usando mesmo danificados. Recebi um colchão e produtos de limpeza, e a única orientação que nos foi dada é que eu tirasse fotos e vídeos e fizesse um Boletim de Ocorrência”, explica a leitora.

Outra moradora da vizinhança, da rua Rio Barueri, morava em uma casa de aluguel e decidiu sair da residência e morar em uma casa no quintal da mãe por conta das chuvas. “Tenho uma criança pequena, então não tive escolha. Cheguei a dar entrada na Prefeitura nos papéis da ocorrência, com fotos e vídeos da enchente, mas me pediram para aguardar”, relata ela ao Barueri na Rede.

Assim como após a primeira enchente deste mês na cidade, no dia 10/2, o BnR entrou em contato com a Prefeitura por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), perguntando o que acontece com essas famílias que não têm para onde ir, em relação aos inúmeros alagamentos e aos danos materiais dos moradores. Porém, mais uma vez, a Prefeitura não se pronunciou sobre o caso.

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