Grêmio da Fieb: envolvidos em caso de estupro não foram intimados a depor

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Advogado da família da vítima afirma que, até o momento, só a adolescente foi chamada. Caso de violência sexual ocorreu em novembro

Quase dois meses após o caso de violência sexual em uma festa do grêmio estudantil da Fieb de Alphaville, contra uma adolescente de 16 anos (relembre),a família da vítima alega que adolescentes envolvidos no caso ainda não foram chamados para depor.

A violência aconteceu em 29 de novembro de 2019, em um salão de festas na rua Diógenes Ribeiro de Lima, número 10, no Jardim Belval. Na ocasião, a adolescente de 16 anos foi abusada sexualmente por outro jovem, também de 16 anos, no banheiro do local. Além disso, o salão de festas teria sido alugado por um terceiro adolescente, também menor de idade.

Desde então, a família pede ajuda para a solução do caso. A ação das autoridades não teve andamento durante todo o mês de dezembro, e só no dia 8/1 a vítima foi chamada para depor. A família alega que, até então, o adolescente acusado de praticar a violência sexual, e o outro menor responsável pelo aluguel do salão de festas, não foram chamados para depor.

De acordo com o advogado Francisco Pereira, em conversa com o BnR, o processo está em andamento, mas nenhum dos menores envolvidos no caso foi chamado para dar sua versão na delegacia. “Os delegados vão ouvir primeiro os menores de idade para saber quem alugou ou cedeu o salão de festas. A delegada que estava cuidando do inquérito saiu de férias, e o caso passou para o delegado titular, que ainda precisa intimar os adolescentes à delegacia”, esclarece. “Está muito complicado, difícil esse caso. Eu conversei com a mãe da vítima, que precisamos de ajuda, ficar em cima, para concluir o caso”, informa

Ainda de acordo com o advogado da família, outro fato que chama a atenção da defesa no caso, é que o inquérito está nas mãos da Delegacia Central, no Boa Vista, ao invés da Delegacia de Defesa da Mulher. “Já questionamos que o caso se tratando de um abuso de menor, de uma mulher, deveria estar sendo apurado pela Delegacia da Mulher, mas o processo está sendo segurado na delegacia do Boa Vista” defende o advogado.

O Barueri na Rede tentou contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) questionando o andamento da investigação de episódio de violência sexual contra uma menor de idade, além de perguntar porque o crime não é apurado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Barueri e quanto ao dono do salão de festas.

Em nota, a SSP informou que o caso segue sendo investigado pela Delegacia de Barueri, e que o menor infrator será ouvido no decorrer desta semana, além de o expediente ser remetido à Promotoria da Infância e da Juventude de Barueri. Ainda de acordo com a nota, “as investigações prosseguem e estão sob sigilo por envolver menores de idade, conforme determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.