Fórum Trabalhista faz paralisação por melhorias na refrigeração do prédio

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Servidores querem transparência sobre obras do sistema de ar condicionado do local, conhecido como “Fórum Bola de Fogo”

Servidores do Fórum Trabalhista de Barueri paralisaram as atividades na quarta-feira, 27/2. Eles pedem uma solução para o problema de refrigeração do edifício, na alameda Araguaia, Alphaville,  que é conhecido como “Fórum Bola de Fogo”.

Os funcionários exigem maior transparência da administração  do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em relação ao andamento de obras para instalação de um sistema de ar condicionado no prédio. Além disso, a paralisação também protesta contra a reposição das horas não trabalhadas, imposta pela administração para reduzir a jornada de trabalho até o problema ser resolvido.

Os funcionários entendem que não devem ser penalizados por um problema que é de responsabilidade do TRT. A proposta já havia sido rejeitada semanas atrás em uma assembleia com o Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo (Sintrajud).

Medidas do TRT, como a colocação de aparelhos portáteis de ar condicionado, não foram suficientes para diminuir o calor nos ambientes, que só aumentou nesta época do ano. O fórum funciona em prédio alugado, foi inaugurado em maio de 2016 e já apresentava problemas no sistema de ar condicionado.

Com a paralisação, os servidores esperam conseguir: providências imediatas do TRT com a proprietária do imóvel; cronograma de obras; garantia e formalização de que o serviço será efetivado em determinado prazo; solução efetiva e não mais paliativa; redução da jornada para cinco horas diárias para os trabalhadores – sendo mantido o atendimento no balcão até às 18 horas; e uniformização em todas as varas do horário das audiências para o período da manhã (8 às 13 horas), até que o problema seja resolvido definitivamente.

Somente este ano, já foram realizadas quatro assembleias, um ato de protesto e duas reuniões com a administração do TRT, mas sem sucesso.

O BnR procurou o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo sobre o caso, mas não obteve respostas até o fechamento desta reportagem.