Câmara de Barueri aprovou aumento às pressas

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 Correção dos vencimentos a partir de janeiro foi decidida em sessão tumultuada em que não faltaram ofensas e bate-bocas

Depois de muita confusão, reajuste salarial foi aprovado por 15 votos a 6. Quatro vereadores não votaram

A Câmara de Barueri aprovou nesta terça-feira, 9/8, o reajuste dos vencimentos dos vereadores. A partir de 1º de janeiro eles passarão a receber mensalmente R$ 12.661,12. Como hoje a remuneração é R$ 10.021,17, o aumento é de 26,34%.

Na justificativa para o aumento, o presidente da Câmara, Carlinhos do Açougue (DEM), utiliza a lei que determina o teto para o vencimento de vereadores no Estado de São Paulo. No caso de Barueri, com seus 262 mil habitantes, ele pode ser no máximo o equivalente a 50% do que ganham os deputados estaduais. Esse foi o valor aprovado.

O último aumento dos parlamentares paulistas ocorreu em janeiro de 2014, cerca de um ano e meio atrás. Já os mais de 26% de reajuste aprovados pelos vereadores baruerienses representam a inflação de três anos medida pelo IGP-M, de julho de 2013 a julho de 2016.

Para aprovação imediata, a câmara usou de um artifício que vem se repetindo para as votações mais polêmicas. O projeto é apresentado e deve ser apreciado na sessão seguinte. Mas, se um vereador pede para que seja votado no próprio dia, isso é feito. Dessa forma, nem os parlamentares podem estudar e avaliar a proposta nem a população pode acompanhar os debates e a votação

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A sessão que votou a correção salarial teve momentos de alta tensão. Saulo Goes (Psol), declarou que votaria contra, no que foi seguido por Bau (PSC) e Zetti Bombeirinho (PMDB). “A lei autoriza, mas não é obrigatório”, diz Saulo. “A situação do município está complicada, os servidores não recebem reajuste, estão mandando gente embora, não era hora de dar aumento”, explica.

Nos debates, Miguel de Lima (PRP) também se posicionou contrário, mas ele e Bau acabaram votando a favor. Durante a discussão houve bate-boca e trocas de ofensas entre os vereadores e a sessão chegou a ser suspensa.

Ao final, o reajuste foi aprovado por 11 votos a 6. Votaram contra Saulo, Bidu, Fabião, Jô, Toninho Furlan e Zetti Bombeirinho. Abstiveram-se Tarzã e Sérgio Baganha. Não votaram Junior Munhoz, licenciado, e Carlinhos do Açougue, por ser presidente da casa. Os demais aprovaram o projeto.

 

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