Benfica recusa ajuda à família de jovem atropelado e morto

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Mais de 15 dias após o acidente, empresa ainda não ofereceu nenhuma ajuda aos pais de Gabriel

A família de Gabriel Guilherme, morto após ser atropelado por um ônibus municipal no Parque Viana em fevereiro, relatou que a Benfica, responsável pela linha, ainda não ofereceu qualquer tipo de auxílio. O Barueri na Rede também entrou em contato com a empresa, mas não recebeu resposta.

O acidente foi na tarde de segunda-feira, 24/2, na rua Cerejeira, no Parque Viana. De acordo com o Boletim de Ocorrência, registrado na Delegacia de Barueri, o motorista do ônibus que atingiu Gabriel contou à GCM que seguia no sentido bairro centro quando viu um adolescente descendo a via de bicicleta em alta velocidade, que acabou colidindo com o coletivo e sendo jogado para baixo do veículo. O ônibus faz a linha A212 – Jardim Gabriela/Barueri Centro.

Gabriel Guilherme, que morava na Vila Lourdes, em Carapicuíba, morreu na manhã de 26/2, após passar por cirurgias no Hospital das Clínicas (leia). Naquela data, ele completaria 18 anos.

Desde o atropelamento, a família tentou contato com a Benfica. Por fim, na quarta-feira passada, 4/3, uma advogada da empresa de transportes conversou com os pais de Gabriel. Ao BnR, eles contaram que ela afirmou que a empresa não tem interesse nenhum pelo caso e que o ônibus não tem seguro. “Eles não se sensibilizaram em momento nenhum. Não mandaram nem uma coroa de flores para o velório do meu filho”, desabafou a mãe. “Infelizmente, meu filho não volta mais. Eu sei que dinheiro nenhum vai apagar a dor que eu, o pai dele, o irmão e a família estão passando. Só que era justo uma indenização e o mínimo era Benfica agir com dignidade com a gente”, completou.

O BnR também procurou a Benfica mas, há mais de 15 dias do incidente, ainda não recebeu retorno.

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