Após ato, prefeitura abre diálogo com merendeiras

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Depois de manifestação de profissionais semana passada, administração abriu canal a luta por melhores condições de trabalho

Depois da manifestação das merendeiras da rede municipal de ensino, realizada na semana passada, a prefeitura de Barueri aceitou conversar com as profissionais e estabelecer um diálogo permanente com elas.

Na quarta-feira passada, 24/2, um grupo de cerca de 60 merendeiras, representando as mais de 850 profissionais que exercem a função na cidade, fez um protesto diante da prefeitura reivindicando uma audiência com o prefeito Gil Arantes. O pedido foi atendido no dia seguinte, quando o secretário municipal da Administração, Pedro da Matta, reuniu-se com uma comissão escolhida pelas funcionárias.

Na reunião, da Matta disse estar de acordo com alguns dos pedidos, como plano de carreira que prevê avaliações técnicas anuais de desempenho com reflexo nos salários e evolução na carreira a partir da realização de cursos de capacitação. “Também foram acordadas novas avaliações do corpo técnico da Segurança do Trabalho às cozinhas escolares com novos laudos para a possível e comprovada insalubridade à categoria”, afirmou o secretário em nota, atendendo a solicitação do Barueri na Rede.

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Manifestação diante da prefeitura dia 24 de fevereiro/Foto: Mário Trujillo

A reunião também definiu a adoção de um canal de comunicação entre as merendeiras e a administração com reuniões periódicas onde serão debatidas outras sugestões de melhorias. Como parte dessa decisão, já está agendado um novo encontro para o dia 16 de março.

Na nota do secretário, ele reafirma a garantia da gestão de cumprir os compromissos salariais com o funcionalismo. “Vale ressaltar que o governo municipal superou a crise econômica sofrida no País e cumpriu todos os tópicos do Plano de Metas direcionado aos servidores municipais com a preocupação de manter irrevogáveis todos os benefícios, como o triênio (adicional por tempo de serviço) e o abono salarial 14º.”

Procurado pelo BnR, o comando do movimento das merendeiras preferiu não se manifestar sobre a reunião com o secretário.

Ameaça de greve

As merendeiras vêm apresentando suas reivindicações há vários anos. Segundo elas, a manifestação da semana passada foi realizada porque a prefeitura não teria cumprido a promessa de responder no prazo combinado os pedidos apresentados dia 17 ao secretário de Abastecimento, Rubens Macedo Arantes. Elas chegaram a dizer que entrariam em greve se não conseguissem conversar com a administração municipal.

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Elas dão como exemplo de abandono a questão salarial: dizem que há três anos não recebem reajuste. Uma das líderes explica que chegaram a ganhar quase quatro salários mínimos e hoje recebem pouco mais de um.

As merendeiras começaram a se organizar pelo Whatsapp, pois estão espalhadas pelas diversas regiões da cidade. Hoje, têm dois grupos no aplicativo, um com 250, outro com 200 membros. Elas também mantêm dois grupos públicos no Facebook, o Mãos Que Alimentam Barueri, com 149 seguidores, e o Merendeiras de Barueri, com 197.

Lista de reivindicações

Estes são itens apresentados à prefeitura:

– abono produtividade a merendeiras e auxiliares, que seria o 15º salário pago aos servidores da educação, a que elas julgam ter o direito por trabalhar nas unidades escolares.
adicional de insalubridade às merendeiras e auxiliares, pois trabalham com equipamento pesado, em altas temperaturas e objetos cortantes.
concessão de reajuste salarial. Segundo elas, há três anos não têm reajuste.
redução de carga horária de 8 para 6 horas.
enquadramento como cozinheiras, pois exercem essa função. Segundo elas, a definição de merendeira não contempla atividades de cozinha, mas apenas montar e servir lanches.
mudança da Secretaria de Abastecimento para a Secretaria de Educação, já que trabalham em escolas, inclusive orientando a educação alimentar dos alunos. Elas afirmam que o enquadramento na educação traria benefícios pecuniários, como, por exemplo, o 15º salário.
tratamento adequado aos readaptados, aqueles que deveriam ser afastados do trabalho da cozinha por motivos de saúde e não são.

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