Acusado de feminicídio no Engenho se apresenta à polícia

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Douglas Ramos matou a companheira durante uma discussão na madrugada de terça-feira

Douglas teve a prisão preventiva decretada

O homem acusado de ter matado a companheira no início da semana no Engenho Novo apresentou-se à polícia nesta quarta-feira, 11/3. Douglas da Silva Adriano Ramos, de 21 anos, é acusado pelo assassinato de Lídia Micaela da Silva Sotero, de 23 anos, na madrugada de terça-feira, na casa onde moravam. Ele teve declarada prisão preventiva e foi enquadrado no crime de feminicídio.

Douglas afirmou à polícia que teve uma discussão com a mulher e que ela o teria agredido. Ele revidou e acabou asfixiando a companheira por estrangulamento. O acusado disse que imediatamente ligou para uma irmã, para que ela fosse ver se Lídia estava bem, sem dar detalhes. Em seguida, saiu de casa. Segundo sua versão, a mulher ainda estava viva.

Leia a reportagem: Funcionária da Secretaria de Segurança é vítima de feminicídio

Lídia trabalhava na Secretaria de Segurança de Barueri

De acordo com José Almir, advogado de Douglas, há dúvidas a esclarecer no caso. A causa da morte ainda não é oficialmente conhecida, apesar de laudo preliminar do Instituto Médico-Legal apontar para asfixia por estrangulamento. “Mas não é resultado definitivo, que só sai em 30 dias”, afirma Almir. “Ela tinha problemas cardíacos e respiratórios, tomava medicação contínua, é preciso esperar.”

O advogado afirma que vai pedir o relaxamento da prisão preventiva de Douglas e também o reenquadramento para homicídio simples. “Não foi feminicídio, ele não a matou pela sua condição de mulher, não havia histórico de agressão, foi uma situação de momento”, diz Almir. “Ele não tem nenhum antecedente criminal.”

Lídia era guarda patrimonial concursada da prefeitura de Barueri e estava trabalhando internamente na sede da Secretaria de Segurança municipal, no Centro Integrado de Monitoramento.

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