Vereadores preveem alta renovação na câmara de Barueri

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Maioria dos legisladores de Barueri calcula que câmara terá entre oito e dez novos vereadores em 2017, o que significa renovação de 38% a 48%

A maioria dos vereadores de Barueri acredita que a câmara terá uma expressiva renovação nas eleições desse ano. Em geral, as previsões apontam que entre oito e dez novos vereadores tomem posse em 1º de janeiro.

O Legislativo barueriense tem 21 cadeiras. Três dos atuais vereadores não estão na disputa pela reeleição: Saulo Goes (Psol), que é candidato a prefeito; Dr. Antônio (PDT), que decidiu não concorrer; e Junior Munhoz (PRP), afastado por problemas de saúde. Todos os demais 18 já estão em campanha.

O Barueri na Rede ouviu mais da metade dos legisladores sobre sua expectativa e a maioria deles apontou que dos 18 concorrentes, entre 11 e 13 devem voltar à casa em 2017. Isso representaria uma renovação de 38% a 48%.

Para justificar sua previsão, eles apontaram problemas na montagem das coligações partidárias. “Tem vereador que ficou sozinho em partido pequeno”, explica Kascata (PSB). “Sem outros candidatos para trazer votos, fica muito difícil se reeleger”, conclui. “Acredito que tem partido que não vai eleger ninguém, mesmo atingindo o quociente, porque não vai ter nenhum candidato com 10% dos votos”, afirma o presidente da Casa, Carlinhos do Açougue. Ele se refere o dispositivo legal que obriga que o candidato a ter ao menos 10% do quociente eleitoral para ter direito ao mandato. 

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Para Chico Vilela, grandes partidos não devem reeleger todos os vereadores/Fotos: CMB

Na eleição da câmara, o total de votos válidos é dividido por 21, que é a quantidade de cadeiras disponíveis. O resultado é chamado de quociente eleitoral. A estimativa é de que este ano o quociente esteja por volta de 9 mil em Barueri, ou seja, a cada 9 mil votos, o partido ou coligação tem direito a uma cadeira. Se a legenda não atinge esse total, não elege nenhum vereador.

Para isso, as agremiações procuram ter um ou dois puxadores de votos e um bom grupo de candidatos que ajudem a atingir o quociente. “É aquele ditado, a legenda tem que ter cabeça e corpo, do contrário, não consegue nada”, explica Jô (PSD).

Outra questão são os partidos maiores que têm muitos candidatos fortes, como DEM. PMDB e PSDB. Nesse caso, seria necessário um número enorme de votos. O DEM, por exemplo, tem Carlinhos do Açougue, Maria Evangelista, Celso Calegare, que ocupou um lugar na câmara até recentemente, e Kascata, que faz parte da coligação, além de outros nomes fortes que não são vereadores. “Talvez não tenha lugar para todo mundo”, explica Chico Vilela (PTB).

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Fabião acredita que legislação atual favorece quem já tem mandato

Dr. Antônio, que não disputa, acredita que 14 dos 18 consigam se reeleger. Para ele, as regras dessa eleição facilitam a vida dos vereadores. “Com pouco tempo, quem está trabalhando há mais tempo fica em vantagem”, explica. Segundo sua avaliação, se não tivessem ocorrido falhas na montagem das coligações, a situação seria ainda mais difícil para quem não tem mandato. “Se fizessem direito, voltariam todos os 18”, acredita.

É o mesmo raciocínio de Fabião (PCdoB), que também está numa coligação complicada, com o PSDB, que tem Toninho Furlan, Sérgio Baganha e Bidu. “É uma eleição mais curta e com poucos recursos, então, o vereador que trabalhar bem consegue permanecer”, afirma. Ele prevê a volta de 15 dos atuais legisladores.

No outro oposto, o candidato a prefeito pelo Psol, Saulo Goes, pensa que apenas oito colegas conseguirão manter o mandato. “O povo quer renovação, quer mudança, está cansado”, diz ele. “A maioria dos atuais vereadores não volta.”