Raio causa danos em casas e no comércio do Belval

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Descarga elétrica atingiu morro da Vila Nova. Fenômeno danificou eletrônicos e deixou imóveis sem telefones e internet por mais de 48 horas

Um raio que caiu na tarde de quarta-feira no morro entre o Jardim Belval e a Vila Nova danificou equipamentos elétricos no comércio e de residências e provocou prejuízos de milhares de reais. Os principais atingidos foram os estabelecimentos comerciais do primeiro quarteirão da Avenida Henrique Gonçalves Batista. Além das perdas financeiras, os comerciantes ficaram sem telefones e internet.

Segundo Salmo Henrique, o Miro, da Drogaria Miro, o fenômeno ocorreu durante a aproximação de uma tempestade. “Ainda não estava chovendo, mas havia muitos relâmpagos e trovões”, lembra. Repentinamente, houve a descarga. Na farmácia, o raio queimou uma lâmpada de LED e o telefone, que na sexta-feira ainda estava sem funcionar. No casa do farmacêutico, que fica nas proximidades, foram denificados o sistema do portão eletrônico e as entradas da televisão a cabo.

Na vizinha Do-Ré-Mi Musical, o principal atingido foi o sistema de segurança. O próprietário, Amaro Menezes, avaliava se os danos eram no próprio sistema ou nas câmeras. “Também fiquei sem o modem e a linha telefônica não está funcionando”, explica.

 

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Mais adiante, no prédio onde funcionam o centro automotivo MSilva e seguradora Primax, os telefones permaneceram fora do ar por mais de 48 horas à espera do reparo pela concessionária. O prédio obviamente tem seguro, mas nenhum equipamento da oficina foi danificado.

No andar de cima funciona a Academia Corpo em Movimento, estabelecimento que fica mais próximo do ponto em que se deu a descarga elétrica. O raio danificou a antena de TV, mas o maior prejuízo foi na CPU do computador da loja. “Ainda não sabemos o que vai dar para recuperar”, explica o instrutor César Augusto Leme. “Nem a catraca, que é operada pelo computador, está funcionando.”

Segundo Miro, que está há 21 anos no mesmo endereço, as descargas elétricas não são raras. “Já peguei umas cinco ou seis desde que estou aqui”, conta. O morro que existe na região tem muitas rochas e os vizinhos costumam atribuir a isso a incidência de descargas.

Segundo o engenheiro elétrico Valmir Lorenzo, não existe evidência de que os tipos de solo podem ter maior ou menor poder de produção de descargas elétricas. “Ali, ao que tudo indica, a incidência é provocada pela elevação mesmo, pelo morro”, explica.

Indenização

Se quem sofreu danos com raios tem seguro, é importante ler a apólice e ver se ela cobre fenômenos naturais. Existem contratos que preveem isso e outros, que não.

Já a AES Eletropaulo pode indenizar os danos, mas isso depende de uma avaliação técnica. A empresa informa que os clientes que tiveram equipamentos queimados por causa de tempestades de verão podem solicitar pedido de ressarcimento nas lojas de atendimento, pelo call center ou no site da fornecedora.

O prazo para os pedidos é de 90 dias, mas a indenização só ocorrerá se análise demonstrar que o dano poderia ter sido evitado pela rede elétrica.

As empresas de TV paga normalmente repõem os modens queimados sem custo adicional, e as telefônicas fazem reparos que forem necessários nas linhas, também gratuitamente.