Bruna Furlan é a quarta deputada mais ausente em votações da Câmara

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A parlamentar do PSDB faltou a 112 das 144 votações nominais, o que representa 77,8% do total

Bruna Furlan (PSDB-SP) está entre os deputados mais ausentes em votações nominais da Câmara dos Deputados. A parlamentar faltou a 112 das 144 votações nominais nesta legislação, 77,8% do total. Ela é a quarta deputada mais ausente, ficando atrás apenas dos deputados Josias Gomes (PT-BA), Soraya Santos (PL-RJ) e Luciano Bivar (PSL-PE). A reportagem é do portal G1.

O levantamento do portal G1 foi baseado no período de 1º/2 a 12/7 deste ano e aponta que 230 dos 527 deputados federais estiveram ausentes em pelo menos 1/4 das votações nominais da Câmara, o que significa dizer que 44% dos parlamentares faltaram a uma de cada quatro votações no plenário. Foram 144 votações neste primeiro semestre e 85% delas ocorreram na terça ou na quarta-feira, considerados os dias mais agitados na Câmara.

As votações nominais ocorrem, principalmente, quando é necessário quórum qualificado, como nas votações de Propostas de Emenda Constitucional (PECs) e de projetos de lei complementar. Também ocorrem quando há um pedido de verificação de votação. Com isso, cada deputado registra o próprio posicionamento no sistema eletrônico de votos.

Em outras situações, a votação costuma ser simbólica, sem identificar posicionamento de cada deputado e geralmente o líder partidário se manifesta pela bancada do partido.

Os cinco deputados que mais faltaram às votações nominais nesta legislatura foram Josias Gomes (PT-BA), Soraya Santos (PL-RJ), Luciano Bivar (PSL-PE), Bruna Furlan (PSDB-SP) e Vinicius Gurgel (PL-AP).

Ao G1, a assessoria de Bruna Furlan afirmou que ‘todas as ausências foram justificadas com requerimentos por atividade parlamentar e por motivo de saúde (rompimento dos ligamentos do pé)’ e que parte das votações nominais em que a deputada esteve ausente abordava ‘procedimentos regimentais’.

Disse também que “estar ausente” durante algumas votações não significa que ela esteja fora do Congresso Nacional, e sim participando de reunião de frente parlamentar, audiências públicas, audiências em ministérios, concedendo entrevista, ‘o que também faz parte do trabalho’ dela.