Polícia investiga prefeituras da região por fraude em locação de veículos

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Esquema desbaratado na quarta-feira em Araçariguama envolve empresas que prestam serviços para outros municípios

Empresário conhecido como Magrão foi em detido em sua casa, em Carapicuíba/Fotos: Polícia Civil

A Operação Tersus da Polícia Civil, que na quarta-feira, 6/2, desbaratou um esquema de fraude em locação de carros para a prefeitura de Araçariguama, pode atingir prefeituras da região. Segundo o delegado Marcelo Carriel, que comanda o caso, as empresas envolvidas, sediadas em Itapevi e Barueri, mantêm contratos com outras cidades próximas. Os nomes desses municípios não foram divulgados, mas todos os contratos de prefeituras com as empresas envolvidas serão investigados.

Na manha de quarta-feira, a polícia de Sorocaba prendeu os empresários Adalberto Dias da Silveira, conhecido como Magrão, em sua casa, em Itapevi, e Esther Lilian Gonzales Fernandes Rodrigues, que mora no Alphaville. Eles são sócios nas empresas de aluguel de carros Multinivel e Localville, que têm sede nas mesmas cidades. Também foi preso o secretário de Transporte de Araçariguama.

Empresária mora no Alphaville

Segundo a polícia apurou, as empresas tinham 15 contratos de locação de veículos com Araçariguama, cidade vizinha a Itapevi, às margens da Castelo Branco. Cada um, com valor médio de R$ 2 milhões. De acordo com o delegado, os contratos previam que o município pagaria um valor pelo aluguel de automóveis e as empresas disponibilizariam um determinado número de carros e arcariam com as despesas com combustível e salários de motoristas. Na prática, porém, eram fornecidos menos veículos que o determinado e as outras despesas eram pagas pela prefeitura. A diferença seria desviada para propina.

Também foram apreendidos quatro carros de luxo

Durante a operação, a polícia apreendeu carros de luxo nos nomes dos dois empresários (uma Ferrari, um Porsche, duas BMW e uma Mercedes), bloqueou os bens pessoais de ambos e das empresas, inclusive os veículos usados para locação. Foram encontrados cerca de R$ 30 mil na casa de Magrão e recolhidos documentos fiscais, computadores e celulares.

Magrão e Esther vão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, crime organizado, peculato e fraude em licitação. A partir de agora, o trabalho policial vai se concentrar em concluir as investigações sobre irregularidades cometidas em outros municípios.