Polícia identifica dois dos sequestradores de Carlinhos do Açougue

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Vereador e sua família foram mantidos reféns dentro de casa. Perícia identificou dois dos criminosos

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Foi o terceiro episódio parecido pelo qual o vereador passou

A Polícia Civil identificou dois dos homens que no dia 11/4 sequestraram o vereador Carlinhos do Açougue, presidente da câmara, invadiram sua casa e mantiveram ele e sua família reféns. A Justiça emitiu ordem de prisão contra a dupla e uma equipe de policiais foi destacada para localizá-los e prendê-los.

O crime começou na Estrada Velha de Itapevi. Carlinhos foi parado numa falsa blitz, montada por quatro homens usando coletes da Polícia Civil. Eles simularam identificar o vereador e alegaram ter um mandado de busca e apreensão sob acusação de desvio de dinheiro. Um dos criminosos assumiu o controle do carro de Carlinhos e outro seguiu o veículo em um Palio.

No condomínio onde o vereador mora, o carro com Carlinhos entrou e o outro ficou fora. Dentro da casa, os homens renderam a mulher do vereador e sua filha e passaram a exigir uma quantia de dinheiro que afirmavam saber que era mantida na casa. Carlinhos negava que o dinheiro existisse e os homens acabaram indo embora quando a portaria ligou para a residência pelo interfone. Os ladrões levaram o carro do vereador, celulares e o dinheiro que as vítimas portavam.

No dia seguinte ao crime, o carro de Carlinhos foi encontrado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado informou ao Barueri na Rede, a perícia colheu impressões digitais de dois homens no veículo. Eles foram identificados no banco de imagens da polícia e reconhecidos pelo vereador na Delegacia Central de Barueri.  “A Justiça decretou a prisão temporária dos suspeitos e a polícia deu cumprimento a mandados de busca e apreensão nos endereços em nome da dupla. A equipe da unidade realiza buscas para localizar e prender os autores”, afirmou a SSP ao BnR.

Gente do convívio

Na sessão da câmara de terça-feira, 24/4, Carlinhos cobrou agilidade da polícia para resolver o caso. Ele atribui o assalto a informações que são disseminadas sobre supostas quantias em dinheiro que manteria em sua casa. “São pessoas do meu convívio, que fazem isso não sei com que intuito, e estimulam a ação de bandidos, mas eu não vou sossegar enquanto elas não forem descobertas”, disse ele.

Ao pedir mais empenho da polícia, o vereador disse que está disposto até a renunciar à presidência da câmara se isso for necessário para que ele faça suas próprias investigações. “Não vou deixar que isso fique impune”, concluiu.

Esse foi o terceiro episódio em que ladrões entram na casa do vereador e mantém sua família refém à procura de dinheiro que diziam saber que ele mantinha. Foram as semelhanças entre os casos e as afirmações dos ladrões que levaram Carlinhos a concluir que as ações tenham relação entre si. As outras duas ocorreram em 2015 e 2016. Nunca ninguém foi preso.