Movimento promove ato contra tarifa dos ônibus nesta segunda

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Quarto ato contra aumento da passagem começa às 16 horas no Terminal Central. Movimentos também recorreram ao MP 

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Nas manifestações anteriores, os manifestantes fecharam a saída dos ônibus do terminal/Fotos: BnR

O movimento Lutas Populares de Barueri promove nesta segunda-feira, 30/1, protesto contra o aumento das passagens de ônibus de R$ 3,80 para R$ 4,20, que entrou em vigor no início do mês. Será o quarto ato e, como os demais, está marcado para começar no terminal central de Barueri, a partir das 16 horas. Os anteriores ocorreram nos dias 4, 9 e 17 de janeiro. Segundo os organizadores, o Movimento Passe Livre (MPL), que luta pela Tarifa Zero para o transporte público, participará da manifestação.

O principal objetivo do movimento é sensibilizar o prefeito Rubens Furlan para que seja revogado o aumento autorizado no final da gestão anterior. Os organizadores dão como exemplo o fato de os novos prefeitos de Guarulhos, Mauá e Jandira cancelaram aumentos concedidos em dezembro pelos antecessores.

Nos atos anteriores, parte dos motoristas de automóveis e passageiros de trens e ônibus queixou-se do fechamento do terminal e das ruas centrais pelos manifestantes. Recomenda-se que quem usa regularmente a região e queira evitar o protesto procure rotas alternativas.

Representação no Ministério Público

No dia 19, três entidades sociais protocolaram no Ministério Público de Barueri pedido de revogação do aumento na tarifa. Assinam o documento o Movimento Social Contra Abusos (Mosca), o Núcleo 10 de Maio do PT de Barueri e o Lutas Populares de Barueri. As entidades querem transparência no cálculo do preço da passagem. “A planilha de custos é um documento público e há anos pedimos que a prefeitura mostre como chega ao valor da tarifa, mas ela se nega”, explica Sandra Barbosa, dirigente do Mosca.

Na representação, as entidades apresentaram estudos de custo por quilômetro rodado feitos por especialista que concluiu que em Barueri a tarifa deveria ser de R$ 0,89. “O cálculo estimado na representação entregue ao MP deixa evidente o abuso da cobrança em Barueri”, afirma Sandra. “Espero que o MP considere esta informação, abra o Inquérito Civil o mais breve possível, revogue este aumento abusivo e acima da inflação e investigue a fundo a questão do transporte coletivo na cidade de Barueri.”

A dirigente diz ainda que em 2013 já havia sido feito um pedido para que a planilha de custos fosse aberta, mas que a prefeitura se negou a mostrar. Segundo ela, o Ministério Público pediu as planilhas das cidades da região, mas o caso não prosperou.