Justiça nega liberdade a prefeito eleito de Osasco

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O prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins, continuará preso na penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, para onde foi transferido ontem. O ministro Antonio Saldanha Palheiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou habeas corpus impetrado pela defesa de Lins. O magistrado, no entanto, acatou pedido de foro privilegiado para o político e o caso sai da Justiça de Osasco para o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.

Lins tinha contra si uma ordem de prisão preventiva e estava foragido desde 6/12 e entregou-se à Polícia Federal ao voltar dos Estados Unidos ao Brasil na manhã de domingo, 25/12. Ele é um dos vereadores osasquenses alvos da Operação Caça Fantasmas, que investiga fraudes na contratação de servidores sem concurso pelo município de Osasco e de servidores da Câmara Municipal que não trabalhavam mas repassavam seus salários membros do Legislativo. As fraudes teriam causado prejuízos de cerca de R$ 21 milhões aos cofres do município. Lins nega as acusações.

Agora, a defesa vai se concentrar na revogação da prisão preventiva do prefeito o mais rápido possível. Se continuar preso até o fim de semana, quem toma posse no comando do Executivo da cidade no dia 1º/1 é a vice-prefeita eleita, Ana Maria Rossi.