Força-tarefa investiga assassinato de secretário de Osasco

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Polícia montou equipe especial para apurar a execução de Osvaldo Vergínio na semana passada

Atirador disparou oito vezes pela traseira do carro e mais seis pela frente

A polícia paulista montou uma verdadeira força-tarefa para investigar a morte de Osvaldo Vergínio, secretário dos Transportes de Osasco executado na madrugada de quinta-feira, 20/12. Além de investigadores e delegados do 5º Distrito Policial da cidade, onde o caso foi registrado, também participam agentes da Delegacia Seccional de Osasco e do Departamento de Homicídios, ligado diretamente à cúpula da segurança do estado.

Vergínio: execução misteriosa

Osvaldo foi assassinado com seis tiros na rua Heitor dos Prazeres, no bairro do Novo Osasco, quando voltava para casa de uma festa de confraternização, por volta de uma hora da madrugada. Câmeras de segurança no trajeto mostram que o carro do secretário foi seguido durante um longo trecho por uma caminhonete branca, até o local do crime.

Segundo testemunhas, quando o carro de Osvaldo parou para que ele falasse com um conhecido, o atirador desceu do banco do passageiro, com o rosto protegido por um capuz, e atirou oito vezes na direção do vidro traseiro do veículo do secretário. Em seguida, dirigiu-se até a frente do automóvel e fez mais seis disparos à queima-roupa contra a vítima, que já estava ferida pelos primeiros tiros. Osvaldo era policial militar aposentado e estava armado. Ele ainda tentou reagir, mas não teve tempo.

Já no início das investigações, a polícia descartou hipótese de assalto, pois nada foi levado nem houve nenhum gesto neste sentido por parte do atirador. A primeira conclusão é de que o crime foi planejado, mas a razão ainda é um mistério. A gente trabalha com diversas possibilidades. Então, falar sobre qualquer motivação nesse momento seria temerário”, disse o delegado Igor Guedes de Oliveira, um dos responsáveis pelo caso.

Osvaldo Vergínio tinha 55 anos e fez carreira na Polícia Militar. Em 2004, foi eleito vereador em Osasco e em 2010 tornou-se deputado estadual. Nas eleições de 2016, disputou a prefeitura osasquense pelo PEN, mas foi derrotado e convidado pelo prefeito eleito Rogério Lins para comandar a Secretaria de Transportes.