Com doses insuficientes, Pentavalente acaba em dias nas UBSs

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De acordo com o Ministério da Saúde, a expectativa é que a distribuição seja normalizada em novembro

A escassez de doses da vacina Pentavalente continua atingindo Barueri. O desabastecimento nacional do imunológico começou a afetar a cidade em agosto, e a previsão de normalização era para este mês. De acordo com o Ministério da Saúde, a expectativa é que a distribuição para os estados e municípios volte ao normal em novembro.

A Pentavalente protege contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B. A vacina é aplicada em bebês de dois, quatro e seis meses de idade, seguindo o Calendário Nacional de Vacinação.

Em resposta ao Barueri na Rede, o Ministério da Saúde confirmou que, no início de outubro, conseguiu enviar 440 mil doses aos estados, pouco mais da metade para regularizar o abastecimento, estimado em 800 mil. O restante está previsto para ser distribuído no final do mês, já a normalização deve ocorrer em novembro.

A Vigilância em Saúde de Barueri, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), informou que uma quantidade mínima foi repassada para o município pela Secretaria de Saúde estadual na semana passada. Assim, as vacinas foram divididas para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A administração municipal disse que o Ministério da Saúde havia informado que enviaria um número maior de doses, o que não ocorreu.

Em um levantamento nas UBSs nesta semana, o BnR confirmou que algumas unidades chegaram a receber a Pentavalente, mas, devido à baixa quantidade, os estoques zeraram rapidamente. A orientação da prefeitura é que os pais ou responsáveis pelas crianças estejam sempre ligando ou indo até o posto mais perto de casa para verificar se há alguma dose disponível. Confira o telefone e endereço de cada uma aqui.

Desabastecimento

O desabastecimento da Pentavalente tem atingido todo o país durante este ano. Segundo o Ministério da Saúde, a remessa adquirida por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), foi reprovada em teste de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e do Ministério. Por isso, as compras com o antigo fornecedor, o indiano Biologicals E. Limited, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que pré-qualifica os laboratórios.

Foi solicitada à OPAS a reposição da vacina, porém, não há disponibilidade imediata mundialmente e ela não é produzida no Brasil. A pasta, então, conseguiu 6,6 milhões de doses, que começaram a chegar de forma escalonada, em agosto, quando os efeitos foram sentidos em Barueri (relembre).

As vacinas são repassadas pelo Ministério mensalmente aos estados, que distribui para os municípios, e estes, abastecem as salas de vacinação das unidades de saúde. Ao BnR, a Secretaria de Saúde estadual informou que, nos últimos meses, as doses encaminhadas à São Paulo tem sido insuficientes, impactando na redistribuição. Um novo lote parcial, referente ao mês de outubro, foi recebido na semana passada e 8 mil doses foram destinadas à região.

O órgão do governo federal afirmou que, assim que os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde (SUS) fará um levantamento dos bebês, que deveriam ter tomado a Pentavalante entre agosto e novembro, para vaciná-los. Já a pasta estadual disse que confirme as vacinas forem chegando, elas serão redistribuídas regionalmente.

Segundo o Ministério da Saúde, 750 mil da Pentavalente foram encaminhadas para São Paulo este ano. Também foi ressaltado que os estoques nacionais do imunológico são suficientes para eventuais ações de bloqueio ou surtos inesperados, sendo que, no momento, não há registros do tipo no Brasil.