Prefeitura e fabricante desmentem boato de Toddynho contaminado

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Notícia dizia que crianças intoxicadas por achocolatado contaminado teriam morrido no Pronto Socorro Central durante a segunda-feira (29/8)

Circulou durante essa segunda-feira (29/8) nas redes sociais e por mensagens de whatsapp que três crianças teriam morrido intoxicadas no PS Central do Sameb, em Barueri, após ingestão de achocolatado da marca Toddynho, que estaria contaminado. A notícia causou apreensão nos pais, mas a informação foi desmentida tanto pela prefeitura quanto pelo PepsiCo, fabricante do produto.

O Barueri na Rede, tão logo foi informado do caso por leitores, entrou em contato com a Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura (Secom) e com a assessoria de imprensa da PepsiCo, para averiguar a veracidade.

A Secom respondeu afirmando que nada ocorreu no PS adulto ou infantil.

Já a PepsiCo emitiu o seguinte comunicado: “A PepsiCo informa que os boatos de que TODDYNHO® estaria contaminado são completamente inverídicos. A PepsiCo reitera o seu compromisso com a qualidade de seus produtos e com a total transparência na relação com os seus consumidores.” 

Provável origem dos boatos

Aparentemente, o boato se originou a partir da morte de uma criança em Cuiabá, Mato Grosso, na quinta-feira (25/8), após consumir achocolatado da marca Itambezinho, produzido pela Itambé. Desde então, foram republicadas na internet matérias sobre comunicados da PepsiCo a respeito de recolhimento de lotes de Toddynho no Rio Grande do sul, em 2011 e 2014, sugerindo que os fatos estivessem ligados

Sobre o caso de Cuiabá, a polícia suspeita de que houve contaminação alheia ao fabricante. Em depoimento à Polícia Civil os pais da criança afirmaram ter ganho a bebida de um vizinho e que a embalagem estaria fechada. Outros membros da família também teriam ingerido produto e passado mal em seguida. Até a tarde dessa segunda-feira essa pessoa não havia sido localizada pela polícia.

Anvisa
Resolução da Anvisa. Clique na imagem e amplie. Reprodução: DOU

No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), através da resolução nº2333,  publicada no  Diário Oficial da União de 29/8/16, determinou o recolhimento temporário do lote 21:18 do achocolatado Itambezinho, do qual fazia parte a embalagem identificada como a que foi consumida pela criança. Apenas esse lote deverá ser armazenado pela Agência e sua comercialização ficará suspensa pelo prazo de 90 dias ou e até que a causa da morte seja esclarecida. Caso não seja comprovada a contaminação, a distribuição do produto deverá ser liberada  pela Anvisa.

Procurada pelo BnR, a Itambé enviou nota afirmando:

“Em relação ao caso do óbito da criança em Cuiabá e a suposta relação com o consumo do achocolatado, a Itambé esclarece que já realizou análises laboratoriais internas do lote de produção mencionado na notificação, não identificando qualquer problema em sua composição. Em paralelo, outras análises estão sendo feitas em laboratórios externos e no Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, cujos laudos serão disponibilizados no decorrer desta semana.

Até o presente momento, diferentemente do divulgado nas redes sociais, não houve qualquer notificação de outros casos similares relativos ao produto em questão, além do mencionado em Cuiabá,  Mato Grosso.

O achocolatado Itambezinho está no mercado há mais de uma década, e nunca apresentou qualquer problema correlato. A empresa reitera seu compromisso com a qualidade de seus produtos e continua trabalhando com os órgãos oficiais  para que os fatos sejam esclarecidos o mais rapidamente possível.”