Estudantes liberam escola ocupada. Vistoria não encontrou problemas

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Como combinado com a PM, colégio no Maria Helena foi desocupado. “Fizemos nosso papel, alertamos a sociedade para o que está acontecendo. Infelizmente, muitos não quiseram compreender”, disse um dos estudantes

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Policiais entram no prédio após saída dos estudantes secundaristas para iniciar a vistoria do escola/Fotos:BnR

Secundaristas que ocupavam a Escola Estadual Estudante Henrique Fernando Gomes, no Jardim Maria Helena deixaram o prédio na tarde desta segunda-feira, 28/11, como combinado com a Polícia Militar na semana passada.

A desocupação foi pacífica. Os alunos saíram da escola por volta de 14h30, meia hora antes do prazo estipulado. Em seguida, foi feita uma vistoria nas instalações. Nenhum problema foi encontrado e o prédio estava limpo. Participaram da reocupação o capitão Theodoro, da PM, Eduardo Cavalcante, representando a Secretaria Municipal de Educação, Orlando Guimarães, pela Diretoria Regional de Ensino do Estado e as diretorias Michela Trevisan, do ensino técnico, e Elisete Pires Nascimento, do ensino fundamental.

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Diretora do ensino médio, Michela Trevisan, acompanhou a retomada da unidade escolar

Segundo as diretoras, as aulas serão retomadas imediatamente. No caso do Estado, já na noite de segunda-feira haveria atividades da Educação para Jovens e Adultos (EJA) e para a turma noturna regular. Na terça-feira voltam as atividades das classes diurnas. As aulas do ensino fundamental recomeçam na terça. A prova do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), marcada também para a terça, será realizada normalmente na escola.

As aulas perdidas do ensino médio serão repostas a princípio nos próximos dois sábados, 3 e 10/12. Ainda não foi definido o calendário completo de reposição. No caso das turmas do ensino fundamental não há o que repor.

Os estudantes ocuparam a unidade escolar em 11/11 em protesto contra a reforma do ensino médio e a PEC 55/241, que congela os gastos sociais por 20 anos. “Entregamos a escola limpa e intacta, ao contrário do que acusaram que faríamos”, disse um dos líderes do movimento. “Fizemos nosso papel, alertamos a sociedade para o que está acontecendo. Infelizmente, muitos não quiseram compreender. Esse movimento não foi apenas por nós, mas para todos, inclusive para nossos críticos e os filhos deles, que vão ser os prejudicados com os cortes na educação pelos próximos 20 anos.”

 

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