Crise financeira do município encolhe Corrida de São Silveira deste ano

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Corte de verbas diminuiu o número de participantes e cortou premiação de troféus em provas por faixa etária e para pessoas com deficiência

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Tradicional prova de São Silveira nasceu da aposta de dois amigos há mais de 40 anos/Fotos: BnR

A crise financeira que o município está vivendo atingiu também a tradicional Corrida de São Silveira. Para a prova deste ano, que será disputado no domingo, 18/12, a prefeitura diminuiu o número de participantes e cortou gastos em premiação e estrutura.

As inscrições, já encerradas, tiveram o limite de corredores reduzido de 1.200 para 1.100. Os prêmios em dinheiro estão congelados nos mesmos valores do ano passado, ou seja, R$ 5 mil para a categoria Geral, que engloba todos os participantes, e R$ 1,5 mil para a categoria Principal, que considera apenas os moradores de Barueri, Além disso, como este ano não haverá divisão por faixa etária, os mais jovens não receberão troféus, da mesma forma que os vencedores entre as pessoas com necessidades especiais (participam da disputa cadeirantes, cegos, surdos, deficientes intelectuais e deficientes de membros inferiores e superiores andantes).

A corrida deste anos será no dias 18/12. Seu percurso é de 8 mil metros para corredores e de 4 mil metros para os caminhantes. As pessoas com necessidades dão a primeira largada às 7h55, seguidos dos pelotões feminino e masculino, da avenida Fernão Dias Paes Leme, próximo da estação Jardim Silveira da CPTM.

História

A São Silveira, que será disputada pela 41ª vez, nasceu há quatro décadas de uma aposta entre dois conhecidos moradores do Jardim Silveira, Agenor e Joaquim das Cabras. Durante um papo de fim de ano na lanchonete El Toro, de Roberto Fernandes, em frente à estação do Silveira, enquanto falavam dos grandes vencedores da tradicional prova de São Silvestre, na capital, eles decidiram apostar uma caixa de refrigerantes na disputa de uma corrida.

A “prova” foi dali até o Figueirão, em Jandira, ida e volta, e Agenor venceu. A brincadeira estimulou os comerciantes locais a criar uma competição de verdade. No ano seguinte, em primeiro de janeiro de 1976, foi disputada a primeira São Silveira, com o mesmo percurso da aposta entre os amigos. O nome da corrida é um trocadilho misturando o nome da São Silvestre com o do bairro.

A coisa ficou séria e nos anos seguintes os comerciantes locais passaram a ratear os custos com material para inscrição e medalhas. Até que em dezembro de 1980 a prefeitura assumiu a organização. A corrida hoje atrai atletas locais, de outras partes do Brasil e estrangeiros.

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Antonio e Jennifer, campeões entre baruerienses

Cipó, enfim vence

No ano passado, o campeão da categoria Geral foi Wellington Oliveira, ex-atleta do Grêmio Recreativo Barueri (GRB) e que deixou o clube quando foram cortados os investimentos em esporte de alto rendimento pela prefeitura. Cipó, como é conhecido, buscava este título havia cinco anos, ele que era pentacampeão na categoria Principal. Antonio Fernandes do Santos foi o vencedor entre os baruerienses.

A queniana Consolate Cherotich ficou com o titulo geral feminino, seguida por Jennifer Nascimento Silva, outra ex-atleta do GRB que também teve que sair depois do corte de verbas públicas para o clube. Como Jennifer mora no Jardim Silveira, ficou também com o título da categoria Principal.