Pacientes reclamam de demora no atendimento de prontos-socorros

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Paciente esperou por mais de oito horas para ser atendida no PS do Parque Imperial e foi embora sem medicamentos

Na última semana, o Barueri na Rede recebeu reclamações de pacientes em razão do tempo de espera no atendimento em prontos-socorros da cidade. Em um dos casos, uma moradora chegou ao pronto-socorro (PS) do Engenho Novo ao meio-dia, e só conseguiu ser atendida quase às 19 horas. Em outro relato, a paciente esperou por mais de oito horas pelo atendimento no Parque Imperial e voltou para casa sem a medicação.

Kelly Ferreira, moradora do Jardim Mutinga conta que entrou no PS do Parque Imperial às 18 horas de segunda-feira, 17/6, mas só foi chamada ao consultório à meia-noite. “Vi pessoas que chegaram depois das 20 horas e foram atendidas e medicadas antes de mim. Quando deu 23 horas e uma funcionária chamou mais de 40 nomes, e o meu não estava presente, precisei perguntar o porquê da demora”, afirma ela. “Foi quando para minha surpresa fui informada que as fichas de quem que não haviaa sido chamado precisavam ser impressas novamente, pois haviam sido perdidas.”

Kelly diz que só foi chamada ao consultório à meia-noite, o médico leu seu exame e disse que não tinha nada. “Eu insisti e ele pediu um raio-x, que comprovou que a suspeita de pneumonia não se confirmava”, explica a paciente. Como ela estava com muita dor, o médico lhe receitou três remédios, que não havia na farmácia no PS, e indicou receber soro na veia. “Quando fui para a sala de medicação, à 0h40 da madrugada, fui informada que tinha 40 pessoas na minha frente. Precisava voltar para minha casa no Mutinga para trabalhar às 6 horas, então saí sem a medicação e sem os remédios.”

Em outro caso, uma leitora conta que na terça-feira, 18/6, chegou ao PS do Engenho Novo ao meio-dia, mas só conseguiu ser atendida às 18h40. “Além das seis horas de espera, quando voltei ao hospital nesta quarta-feira, 19/6, para mostrar exames para um médico, fui informada que não havia médicos para atender aos adultos, apenas na pediatria”, reclama a leitora ao Barueri na Rede.