Morre jovem baleada em pizzaria há dois anos

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Karine, que chegou a ficar internada em estado grave na época, morreu na quinta-feira 

Karine Meneghetti, de 28 anos, que ficou tetraplégica após levar quatro tiros à queima roupa em novembro de 2016, morreu na quinta-feira, 7/2, em decorrência de uma infecção. O crime ocorreu dentro da pizzaria de que ela era proprietária, em Itapevi.

Karine morreu este mês em decorrência de uma infecção

A jovem, que morava em Barueri, trabalhava no local ao lado da companheira. Além de atender aos clientes por telefone e pessoalmente, Karine era quem preparava as pizzas no estabelecimento comprado dos pais anos antes e que ela frequentava desde muito pequena. Geozafá dos Santos, apontado por testemunhas como o autor dos disparos, se entregou à polícia e foi preso dias depois.

Na época, o Barueri na Rede apurou que havia duas possíveis motivações para o crime. A primeira era que Geozafá e a comerciante teriam discutido por causa de um copo de cerveja que ele trouxe de outro local. O homem teria ficado irritado porque a companheira de Karine recolheu, por engano, o copo que não era do estabelecimento quando ele foi ao banheiro. Após a discussão, Geozafá teria afirmado que voltaria para matá-la. Cerca de dez minutos depois de sair da pizzaria, ele voltou com um revólver e disparou três tiros no tórax e um na cabeça da jovem (relembre o caso).

Há também indícios de que a agressão possa ter acontecido em razão da orientação sexual de Karine. De acordo com amigos da vítima, ela e a companheira eram frequentemente vítimas de ofensas e ameaças homofóbicas.