Mãe reclama da falta de otorrino no PS infantil

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O filho de Mariana foi diagnosticado ‘com um objeto estranho no ouvido’

Ao buscar atendimento de emergência para o filho de dez anos no Pronto-Socorro Infantil, uma mãe se deparou com a falta da especialidade médica otorrinolaringologia – que trata de doenças no ouvido e no nariz. O menino foi levado à unidade com dores no ouvido esquerdo na segunda-feira, 4/3.

Mariana Lettis, mãe da criança, conta que o garoto foi diagnosticado pela pediatra do pronto-socorro “com um objeto estranho no ouvido”. Mas, como o PS não tinha médico especialista para atendê-lo, a profissional de saúde sugeriu que ela levasse o filho ao Hospital das Clínicas ao Hospital Cema, ambos na capital.

Com a criança sentindo dores no ouvido, Mariana precisou sair do PS infantil, que fica no centro de Barueri, até o Hospital Cema, na zona leste de São Paulo. “Mas, para a minha surpresa, quando cheguei ao Cema, fui informada de que eles não fazem o pronto-atendimento pelo SUS”, conta. “A minha sorte foi que a situação se resolveu apenas na consulta, não foi necessário procedimento cirúrgico”, comenta, destacando que gastou R$ 150.

Ainda segundo os relatos de Mariana, a pediatra não fez o encaminhamento da criança com guia médica para os hospitais indicados, já que seria um atendimento emergencial. “Disse também que não existia esta especialidade em toda a região de Barueri”, afirma.

Questionada sobre a falta de otorrino, a prefeitura, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), informou que o PS Infantil não tem mesmo otorrinos para atender emergências:  “é um serviço de urgência e, como é padrão, dispõe de atendimentos em clínica geral, ortopedia, pediatria, psiquiatria e ginecologia. Quando existe outra especialidade que o médico julgue necessário, ele faz o encaminhamento com guia para marcação no serviço de especialidades da Prefeitura, que pode ser tanto para o Ambulatório de Especialidades, o HMB ou alguma das Policlínicas presentes no município”.