Famílias reclamam da falta de psiquiatra infantil

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Único especialista da rede teria se aposentado. Famílias temem pela saúde das crianças sem consultas e remédios controlados

Nesta semana, o Barueri na Rede recebeu o relato da mãe de um menino de 8 anos que tem hiperatividade e faz tratamento, há pelo menos um ano, com psiquiatra da rede pública de Barueri. “Essa semana soube por uma reportagem na TV, que o doutor em que o meu filho passa desde o início do tratamento, se aposentou. Ele trata hiperatividade e desde o início, passa no psiquiatra, que receita três remédios, um pago por mim e dois fornecidos pela prefeitura”, desabafa Fabiana Camargo, mãe de Lukas.

“A consulta com o psiquiatra está marcada para o dia 15/5, na UBS Maria Francisca de Melo, no Jardim Paulista. Até o momento, ainda não recebi nenhuma ligação confirmando ou adiando a consulta, porém meu medo é de que seja adiada e meu filho fique sem os remédios, o que faz com que ele fique inquieto e nervoso”, termina Fabiana, moradora do Jardim Tupã.

Na segunda-feira, 23/4, o problema da falta de médico psiquiatra infantil na cidade também foi abordado pelo programa Balanço Geral, da Rede Record.  Em um dos relatos contados à emissora de TV, o filho e o neto de uma moradora da cidade, um diagnosticado com transtorno mental e o outro, com esquizofrenia, fazem tratamento com psiquiatra na rede pública de saúde e necessitam dos medicamentos receitados pelo especialista.

A mãe relata durante a reportagem que, pela falta dos medicamentos de uso continuo, o filho chegou a ter uma convulsão e foi levado ao pronto-socorro. Segundo a notícia, o menino chegou a ser atendido, medicado e mandado para casa.

Em outro caso, uma menina de nove anos, diagnosticada com depressão profunda e retardo mental, tinha uma consulta marcada para o dia 18/4 com um psiquiatra infantil, mas o atendimento foi cancelado. A família da garota não foi avisada que a consulta seria cancelada e foi informada que seria feita uma triagem com os pacientes, sem previsão de consulta.

Em resposta à Rede Record, a Secretaria Municipal de Saúde informou que trabalhavam dois médicos psiquiatras na rede municipal e um deles se aposentou. Já o outro continuaria atendendo a demanda, até que um novo médico seja contratado.