Aves são vítimas de linhas de pipa com cerol

254

Entre os meses de junho e julho, o Cetas de Barueri atendeu oito pássaros com ferimentos profundos

A brincadeira de empinar pipa, comum entre as crianças, pode se tornar perigosa com o uso de linhas com cerol – uma mistura feita com cacos de vidro moídos e cola. Além de atingir motociclistas, de 24/6 a 29/7, o Centro de Animais Silvestre de Barueri (Cetas) também registrou oito casos de pássaros machucados com a linha cortante.

Das oito aves atendidas pela equipe veterinária do Cetas, apenas quatro sobreviveram e seguem internadas para recuperação dos ferimentos – duas corujas-orelhudas, uma suindara e um quero-quero. Os incidentes aconteceram na Vila Militar, Vila Porto, Jardim Júlio e na Vila Universal – e também nos municípios de Carapicuíba, Itapevi e Cotia.

Após a recuperação, elas devem ser devolvidas ao ambiente natural. Ou, caso não estejam aptas para retornar à natureza, serão encaminhadas a zoológicos, criadouros comerciais, criadouros científicos ou para mantenedores de fauna.

No mês passado, a prefeitura prometeu coibir a prática de soltar pipas com cerol após a denúncia de um morador do Jardim Belval. O munícipe fez uma denúncia de adultos empinando o brinquedo com linha cortante em uma praça na Rua Eng. Oscar Kesselring (relembre).

O uso do cerol em linhas de pipa em Barueri é proibido desde 2003, pela Lei 1.384 – assim como a linha chilena, outro material que pode provocar lesões ou, até mesmo, a morte dos animais.