Aluna sofre violência sexual em festa do grêmio da Fieb

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Adolescente estava em evento do grêmio e afirma ter sido abusada por um colega de turma. Ambos têm 16 anos

Uma adolescente de 16 anos, estudante da Fieb Professora Maria Theodora Pedreira de Freitas, no Alphaville, sofreu abuso sexual em uma festa do grêmio estudantil do colégio no fim de novembro de 2019. De acordo com a família, o abuso partiu de um adolescente também de 16 anos.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a festa foi realizada no dia 29 de novembro em um salão do Jardim Belval. “Levei a minha filha até o local por volta das 19h30, e só deixei por ser uma festa do grêmio da Fieb, então pensei que tivesse algum responsável da instituição na festa”, relembra a mãe da vítima.

Quando foi buscá-la por volta das 22 horas, a mãe notou que a garota estava alterada. “Comecei a questionar o que havia acontecido. Ela disse que tinha ingerido bebida alcoólica e eu, já nervosa, perguntei quem tinha dado a bebida, já que ela só tem 16 anos”, conta a mãe ao Barueri na Rede. Ela também afirma que só percebeu que não havia nenhum responsável na festa após ver a situação da filha.”Por fim, fui saber que quem tinha alugado o salão era o responsável pelo grêmio, um adolescente também menor de idade.”

Já em casa, a garota foi colocada debaixo do chuveiro. “Abri a água gelada porque, se fosse bebida, iria passar. Mas percebi que a minha filha estava toda machucada, alterada, com hematomas e sangue nos órgãos genitais”, descreve a mãe.

Ela também conta que vestiu a filha e voltou com o marido para o local da festa. “No caminho, encontrei uma viatura da Guarda Civil Municipal parada, e meu esposo contou a história para eles, que nos disseram que não podiam ajudar porque eram de outro bairro”, relata ela. Mesmo assim, os pais foram orientados a ligar para a base da Guarda Civil Municipal (GCM) e passar o endereço da festa.

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal, houve a prática de conjunção carnal, comprovando o abuso/Foto: Arquivo Pessoal

“Quando retornarmos ao local da festa, minha filha ainda alterada disse o nome do menino que a levou para um banheiro no local mas, que ela não se lembrava o que houve. Meu marido furioso com tudo isso, começou a quebrar as coisas da festa e, enquanto isso, os adolescentes todos alcoolizados correram e foram embora”, conta a mãe da menor ao Barueri na Rede.

Por fim, quando os pais concluíram que a GCM não ia chegaria e a filha, ainda alterada, não tinha condições de ir até a delegacia, deixaram para fazer o Boletim de Ocorrência no dia seguinte. “Deixei ela dormir para que no outro dia tivesse a consciência de dizer o que houve, já mais calma”, declara a mãe.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado no dia 30/11, na delegacia do Jardim Silveira, com a denúncia de abuso contra vulnerável. “Os exames foram feitos no mesmo dia, e ela precisou tomar um coquetel contra doenças sexualmente transmissíveis”, revela a mãe da adolescente.

Os laudos, feitos pelo Instituto de Criminalística de São Paulo, ficaram prontos essa semana e apontam que houve prática de violência sexual e lesão corporal.

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