Acusado por esquema de fraudes indicado ao Ipresb é preso na Itália

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Renato di Matteo Reginatto é acusado de comandar esquema de desvio de recursos de fundos municipais de pensão

A polícia italiana prendeu na terça-feira, 12/2, em Roma, o brasileiro Renato di Matteo Reginatto, que estava foragido desde abril do ano passado. Ele é acusado de comandar esquemas de fraudes em fundos municipais de pensão. Em janeiro de 2018, Reginatto esteve no Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Barueri (Ipresb), a convite de representante da prefeitura, numa iniciativa que visava sua contratação para prestar serviços à instituição.

Reginatto foi preso ao desembarcar na capital italiana quando chegava dos Estados Unidos. Ele foi identificado porque seu nome consta em uma lista de foragidos internacionais da Interpol. Agora, a Polícia Federal prepara a operação de trazê-lo para o Brasil, onde responderá por acusações de fraudes que ultrapassam R$ 1 bilhão contra fundos de pensão.

Reginatto esteve no Ipresb antes de ser preso

O investidor esteve no Ipresb em janeiro de 2018, para onde foi levado por uma pessoa do primeiro escalão do governo de Rubens Furlan. Esse membro da gestão municipal não foi identificado, nem mesmo nas atas oficiais do Ipresb, onde é citado apenas como ‘agente político’. A visita foi realizada sob a alegação de que a prefeitura estava preocupada com a saúde financeira do instituto e Reginatto estaria sendo sondado para atuar num processo de saneamento e planejamento estratégico.

O investidor acabaria preso pela Polícia Federal em 12 de abril de 2018, durante a Operação Encilhamento, que investigava fraudes contra institutos municipais de previdência. Nesse mesmo dia, como parte da operação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão no Ipresb e recolheu computadores e documentos.

Reginatto acabou sendo solto e desapareceu. Ele era considerado foragido desde abril do ano passado e vinha sendo procurado pelas autoridades brasileiras, que estabeleceram contato com as polícias dos Estados Unidos, onde o acusado têm investimentos e imóveis, e da Itália, já que ele tem passaporte daquele país.