Chacinas: Justiça Militar decide liberar PMs

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Guarda Municipal de Barueri, apontado como um dos participante de chacinas, é o único que continua preso aguardando a conclusão do processo

O juiz José Álvaro Machado Marques, da 4 Auditoria Militar, decidiu liberar os sete policiais militares acusados de participar, há seis meses, de uma série de chacinas em Barueri, Osasco e Carapicuíba. Segundo informações do site Diário de São Paulo, dois sargentos, dois cabos e três soldados tiveram a prisão preventiva revogada e foram liberados na sexta-feira (12/2).

A decisão foi tomada porque, segundo o magistrado, a Corregedoria da Polícia Militar não relatou o inquérito (a conclusão da investigação) no prazo determinado. Ainda de acordo com o Diário de São Paulo, com isso, não foi possível formalizar a denúncia para a Justiça Militar, o que, no entendimento do juiz, não justifica a permanência dos PMs acusados na prisão.

Dos acusados, o soldado Fabrício Emmanuel Eleutério, de 30 anos, foi o primeiro a ser apontado como matador após ser reconhecido por uma sobrevivente. Ele é suspeito de participação em outra matança de civis em 2013. Os demais PMs foram para a prisão durante uma operação montada pela Secretaria de Segurança Pública. O agente do Grupo de Intervenções Táticas e Estratégicas (Gite), destacamento especial da Guarda Civil de Barueri, também detido nessa operação, vai ficar preso porque o processo dele saiu da Justiça Militar.

Em dezembro, o Barueri na Rede obteve a informação de que o supervisor do Gite, que estava detido, havia sido solto ao fim da prisão temporária e liberado para voltar ao trabalho. Pouco tempo depois, a Justiça decidiu pela prisão preventiva dos acusados e o GM foi preso novamente.

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