Caso da Ossada: pancadas na cabeça mataram Simone

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Perícia concluiu que jovem que ficou onze anos desaparecida sofreu golpes de um objeto rígido

 

Isaura com o atestado de óbito de Simone: fim de uma etapa, começo de outra

Simone Felix de Lima, que ficou onze anos desaparecida e cuja ossada foi encontrada em julho no centro de Barueri, foi morta com golpes na cabeça. A conclusão, de peritos do Instituto Médico-Legal, consta do atestado de óbito que foi entregue à mãe dela, Isaura Stamboni, na sexta-feira, 21/12: “traumatismo crânio-encefálico, agente contundente”. Na linguagem pericial, isso significa que Simone sofreu um ou mais golpes na cabeça, com uso de um objeto rígido, que provocaram lesões graves em seu cérebro, levando à morte.

Estou arrasada. Mataram minha filha a pancada. Eu nunca dei um tapa na minha menina”, diz Isaura Stamboni, mãe da vítima, que desde o desaparecimento empenhou-se em encontrá-la. “Agora, com todas as informações, meu objetivo é ajudar a polícia a descobrir quem fez isso com a Simone.”

Simone desapareceu na noite de sexta-feira, 3 de março de 2007, quando tinha 32 anos. Naquele dia, ela saiu de manhã da casa da mãe, onde estava morando, na Vila São Jorge, região central, para o salão de cabeleireiro em que trabalhava como manicure, a poucos metros dali, na avenida Santa Úrsula. À noite, após a jornada de trabalho, foi dar uma volta na região onde hoje é o bulevar com um casal de amigos. Nunca mais foi vista, até que sua ossada foi encontrada em julho deste ano numa obra na avenida Henrique Mendes Guerra, próximo da igreja católica.

Nos primeiros anos após o desaparecimento, a polícia seguiu pistas que surgiram, mas não obteve nenhum resultado. Com o tempo, as investigações esfriaram. Agora, com o encontro da ossada e a confirmação de que Simone morreu assassinada na região central, novas evidências podem ajudar no trabalho policial, como particularidades do local onde os ossos estavam e até objetos encontrados junto ao esqueleto, como uma manta e garrafas plásticas de água. Também será possível levantar quem frequentava o local do crime na data em que a jovem foi morta, que estava em obras.

Estou disposta a dar toda colaboração necessária. Tenho muitos documentos que podem ajudar a polícia”, diz Isaura. Ela se refere a boletins de ocorrência e autos de infração que, na sua opinião, podem servir de orientação para os investigadores. “Durante onze anos procurei pela minha filha e encontrei desta forma, infelizmente. Agora, quero encontrar quem fez isso com ela”, afirma a mãe.

Leia as reportagens publicadas pelo Barueri na Rede sobre o caso:

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