Barueri tem 90% de ônibus adaptados. Mas ainda longe das metas

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Segundo dados do Programa Cidades Sustentáveis, acessibilidade evoluiu, mas pessoas com deficiência reclamam de despreparo de motoristas e cobradores

No período compreendido entre 2010 e 2015 o número de ônibus com acessibilidade para pessoas com deficiência (PcD) em Barueri saltou de 41% para 90%, aproximadamente, do total da frota.

A informação foi divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da prefeitura (Secom), a partir de dados disponíveis no site do Programa Cidades Sustentáveis, do qual Barueri faz parte e que visa apresentar aos gestores públicos uma agenda de sustentabilidade urbana.

A série histórica partiu de 67 ônibus num universo de 160, em 2010, para 171 de um total de 189 ônibus em 2016. De acordo com a Secom a tendência é de que em breve a totalidade dos ônibus urbanos de Barueri atendam a demanda de acessibilidade às PcD, pois lei municipal determina que a idade média da frota não ultrapasse seis anos.
acessibilidade

 

Aliado às normas e padrões de acessibilidade, os novos ônibus são equipados com sinal gratuito de wi-fi (internet sem fio) e ar-condicionado, e já circulam em algumas linhas da cidade, como a T245VP1 (Estação Antonio João / 18 do Forte) e a T2453VP1 (Terminal Barueri / Complexo Empresarial Green Valley Circular).

O outro lado

O Barueri na Rede procurou conversar com PcDs, e ouviu algumas queixas em relação à acessibilidade em geral.

Alexandre diz que não há antiderrapante

Segundo Leandro Kdeira, cadeirante, atleta paraolímpico de bocha e colunista do Bnr, a percepção é de que em algumas linhas ainda há ”muitos ônibus “antigos” rodando”. Além disso Kdeira acha que o maior problema ainda seja a “falta de capacitação e tato de muitos motoristas e cobradores”. Essa também é a opinião de Andreia Lima, mãe de uma criança PcD.

Já para Alexandre Ciriaco, cadeirante, 29 anos, morador do Engenho Novo e também atleta paraolímpico, o piso antiderrapante, um dos padrões exigidos para excelência em acessibilidade, não existe.

É unânime entre eles que os dados apresentados são promissores e que a melhora é evidente, mas ainda há longo um caminho a ser percorrido para que as necessidades sejam atendidas.

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