Barueri atinge 141 casos de sarampo

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Em apenas uma semana, número de munícipes com confirmação da doença aumentou em 13 pessoas

Barueri atingiu 141 casos confirmados de sarampo na cidade. Nesta quarta-feira, 9/10, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo divulgou o balanço do número de infectados no estado, totalizando 6.177 casos. Além do anúncio de mais uma morte na região, uma bebê de Itapevi.

De agosto deste ano para cá, 12 mortes decorrentes de complicações do sarampo foram registradas, sendo que a doença estava erradicada no país desde 2016. Na região, a primeira morte foi de uma bebê de quatro meses, de Osasco, no fim de agosto (leia). Em Osasco também veio a segunda morte, de um homem de 25 anos, na semana passada (aqui).

Nesta semana, a morte da bebê de dez meses, de Itapevi, entrou para a estatística. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, ela não era vacinada contra o sarampo. A cidade tem 49 casos de sarampo. Junto, também foram confirmadas as mortes de homem de 53 anos, de Santo André, e um menino de um ano, de Francisco Morato.

Até então, Barueri registrava 128 casos da doença, que agora passaram para 141 confirmados com exames laboratoriais. Além deles, mais seis foram diagnosticados por meio de critério clínico-epidemiológico, em que a avaliação médica é feita em consultório. No estado, este número está em 1.472 casos (confira a situação de todos os municípios no site da secretaria estadual de saúde).

Sobre a campanha e o sarampo

Na segunda-feira, 7/10, teve início uma nova fase da campanha de vacinação contra o sarampo. Esta etapa vai até o dia 25/10 e tem como objetivo imunizar crianças de seis meses a menores de cinco anos, que ainda não tomaram a vacina. De acordo com a prefeitura de Barueri, a campanha para este público nunca foi interrompida, e segue normalmente nas 18 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade.

Entre 18 e 30/11, a campanha será voltada para jovens de 20 a 29 anos. Está previsto, ainda, um Dia D para o sábado, 19/10, que será das 8 às 17 horas nas UBSs de Barueri e em postos volantes, no Alphaville e na Aldeia da Serra, ainda a serem definidos.

Pelo Calendário Nacional de Vacinação, a tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) deve ser aplicada aos 12 meses, e o reforço aos 15 meses, por meio da tetraviral, que também inclui a varicela. Com a epidemia da doença, que atingiu São Paulo este ano, foi liberada a ‘dose zero’ para os bebês de seis meses, que não tira a necessidade de cumprir a vacinação convencional.

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo afirma que a população entre um e 29 anos deve ter duas doses da vacina contra o sarampo registradas na carteirinha. De 30 a 59 anos, é preciso ter uma dose. Acima de 60 anos, o órgão estadual pressupõe que a maioria dos cidadãos teve a doença na infância, que já oferece a imunização para a vida toda, por isso, não há indicação da vacina nesta idade.

O sarampo é uma doença viral aguda, grave e altamente contagiosa, que passa de pessoa para pessoa por meio de secreções de tosse, espiro e até fala. Os sintomas demoram de quatro a seis dias para aparecer, sendo os mais comuns: febre alta, tosse, manchas avermelhadas na pele, coriza e conjuntivite.