Abril 2017

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estressadoESTRESSADOS (18/4) – O ambiente político de Barueri está à beira de um ataque de nervos às vésperas da sessão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que vai julgar o pedido de impugnação da candidatura de Rubens Furlan na quinta-feira, 20/4. Se a chapa Furlan-Beto for impugnada, os dois perdem o mandato. Aliados e adversários não escondem a ansiedade e palpitam sobre o possível veredicto dos desembargadores. Nos corredores da câmara e do Paço Municipal, nas secretarias e em escritórios políticos não se fala de outra coisa. Em meio aos verdadeiros bolões sobre o resultado, a aposta mais frequente é de que algum dos membros do TRE pedirá vistas do processo, o que esticará a angústia por mais uma semana.

avestruzSÍNDROME DE AVESTRUZ (18/4) – A sessão da câmara dessa terça-feira, 18/4, durou cerca de 60 minutos. Na semana anterior, quando os vereadores estavam inspirados, foram quatro horas. Dessa vez, porém, ninguém quis exercer o direito de usar a tribuna. Os motivos seriam a crise do Hospital Municipal e o julgamento do TRE sobre a impugnação da candidatura de Rubens Furlan. Falar o que? Se defendem os servidores do hospital, contrariam o prefeito; se ficam do lado de Furlan, arrumam encrenca com os servidores e familiares. Sobre o que a Justiça Eleitoral vai decidir, então, melhor nem pensar. Resumindo, em boca fechada não entra mosca.

aposentadoriaIPRESB NA MIRA (18/4) – A única questão tratada na sessão da câmara foi a leitura do projeto que muda as regras para a gestão do Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Barueri, o Ipresb. Na essência, o prefeito quer que o presidente do órgão possa ser trocado a qualquer momento, como ocorre com os secretários. Hoje, o cargo tem mandato de três anos sem possibilidade de interrupção pelo Executivo. O motivo da proposta é evitar que se repita a situação atual. Hoje, o presidente do Ipresb é Waine Billafon, homem de confiança do ex-prefeito Gil Arantes, que o empossou. Billafon tem a permanência no cargo garantida por mais dois anos, quando termina seu mandato.

brigaMAIS IPRESB (18/4) – A gestão Furlan não esconde de ninguém seu desejo de controlar o Ipresb, que administra nada menos que R$ 1,4 bilhão relativo às contribuições dos servidores municipais. Já no primeiro dia de governo, o então vereador e atual secretário de Suprimentos, Toninho Furlan, instalou uma verdadeira auditoria para analisar a gestão do instituto. Recentemente, conselheiros ligados ao atual governo destituíram colegas indicados na gestão anterior e, em tese, assumiram o controle do conselho. Mas tiveram que reintegrá-los por decisão judicial. Para quem acompanha, a guerra está apenas começando.